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Política

Governo vai simplificar impostos para igrejas

Receita Federal já multou igrejas em R$ 40 milhões ao ano.

Michael Caceres

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Reunião de Bolsonaro, Guedes e líderes evangélicos. (Foto: Carolina Antunes/PR)

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu durante a semana com representantes da Bancada Evangélica para tratar sobre temas relacionados à tributação das igrejas. Entre os parlamentares ouvidos pelo presidente, estão o deputado pastor Marco Feliciano (PODE-SP) e o também deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).

Um dos assuntos tratados foi à questão polêmica sobre a possível taxação das igrejas, que já foi desmentida pelo Planalto. Na oportunidade Bolsonaro reforçou a garantia de que não tem nenhum interesse em criar impostos para igrejas evangélicas, conforme havia sido declarado pelo secretário especial da Receita, Marcos Cintra.

O secretário havia afirmado que um novo tributo federal seria cobrado de igrejas evangélicas, o que gerou preocupação por parte de lideranças evangélicas e reação da Bancada Evangélica na Câmara dos Deputados.

Esclarecida essa polêmica, o presidente também ouviu o pedido para que o prazo de declarações de receitas e despesas de igrejas à Receita Federal seja estendido para além dos atuais três meses. O pedido se deve ao grande número de multas.

Os parlamentares evangélicos acusam a Receita de estar promovendo uma perseguição religiosa com uma indústria das multas contra as igrejas. Eles querem que a declaração volte a ser anual, como era antes.

As multas aplicadas contra igrejas chegam a R$ 40 milhões por ano, segundo informou o próprio secretário especial da Receita. Com a ampliação do prazo, as igrejas poderiam se adequar melhor as exigências.

Imposto

A taxação das igrejas evangélicas é um tema reiteradamente discutido por políticos, mas rejeitado pelo Planalto. A Presidência da República já enfatizou que não irá criar um imposto para as igrejas, principalmente por conta do trabalho social que elas oferecem.

O presidente Jair Bolsonaro tem muita proximidade com lideranças evangélicas e tem deixado muito claro o apoio do seu governo as instituições religiosas.

A fala de Marcos Cintra chegou a colocar o seu cargo em risco, com diversos pedidos de destituição do cargo por parte de aliados do presidente

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