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Esportes

Goleiro que recusou Chape por ser adventista: “Minha crença me salvou”

Vitor Ressurreição acredita que teve uma “segunda chance”

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O goleiro Vítor Ressurreição é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, por isso não pode treinar nem jogar aos sábados. Para ele, esse dia deve ser reservado apenas a atividades religiosas ou familiares. No início do ano esteve muito perto de ser vendido à Chapecoense. Contudo, recusou a transferência para Santa Catarina por que o clube não aceitava sua condição.

Após a tragédia com o avião que levava a Chapecoense a Medellin, ele conta que apesar da tristeza, acredita que foi providência divina ele não estar na equipe. “Meus amigos não entenderam a minha decisão”, afirma o goleiro, que hoje defende o modesto PSTC Procopense, do Paraná.

“Muitos diziam que eu era maluco. Familiares achavam que eu tinha desperdiçado a melhor chance da minha carreira, que era o fim dela. Mas nessa última semana, com esse desastre, muitos entenderam e aceitaram minha fé”, explica

Falando ao Uol, ele conta que não tem arrependimentos: “Se eu tivesse aceitado abdicar de minha fé, eu poderia ter estado lá naquele avião. Minha família, meus dois filhos e minha esposa estariam chorando hoje. Tive uma segunda chance”.

Acredita que houve um livramento. “Deus tem um plano de vida para cada um. Naquele momento ele me pressionou a não aceitar a proposta. É complicado falar que foi por isso que eu fui salvo porque tem muitas pessoas que estavam lá no avião e também buscavam a Deus. Mas eu tive uma segunda chance. Sempre fui obediente a Deus e de alguma forma essa obediência acabou me poupando”.

Prioridades

Vítor, 31 anos, foi destaque do Londrina no acesso à Serie B do Brasileiro ano passado e apontado como o melhor jogador da competição. A proposta da Chape era um salário quatro vezes maior. Por não abrir mão da questão dos sábados, Vítor, não fechou com os catarinenses e também não renovou o contrato com o Londrina.

Com passagens pelas seleções brasileiras de base sub-16 e sub-17, nunca se firmou em uma equipe de ponta. Possivelmente perdeu a última chance de jogar em um time da Séria A. De família católica ele é adventista há 12 anos. Para o jogador, a questão do sábado sempre era um empecilho por causa da sua profissão.

“Essa situação… abriu os olhos para algumas coisas que são importantes além de carreira e sucesso. De alguma forma, minha crença em Deus acabou me livrando do desastre”, enfatiza.

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