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Opinião

Globalismo é conspiração?

Para uma compreensão do globalismo, é necessário voltar aos grandes conflitos que ocorreram no século XX

Leandro Bueno

em

Globo Terrestre. (Photo by Juliana Kozoski on Unsplash)

Uma das coisas que mais me chama a atenção hoje na nossa imprensa é a necessidade reiterada de dizer que globalismo é uma mera conspiração, algo de gente de “extrema-direita”, de “malucos”, como são apontados aqueles que sabem da sua existência, como o caso do nosso atual chanceler, Ernesto Araújo.

Porém, o globalismo é algo mais que palpável nos nossos dias e que os cristãos devem estar atentos, para não serem usados como massa de manobra, sendo que o globalismo não se confunde com a mera globalização que é a aproximação entre as diversas nações e sociedades, em especial na sua integração de mercados, mas também cultural e política.

A meu ver, para uma compreensão do globalismo, é necessário voltar aos grandes conflitos que ocorreram no século XX, em especial às 2 grandes guerras mundiais. Ali, criou-se uma ideia de que, dentre as principais razões para os conflitos, estaria o nacionalismo dos países. Assim, como cada um estava olhando apenas para seus próprios interesses econômicos, era necessário o nacionalismo ser enfraquecido ideologicamente, a fim de supostamente evitar-se novos conflitos recorrentes.

Assim, as elites globais decidiram por transferir boa parte do poder de decisões dos países para órgãos supranacionais, geralmente controlados por burocratas pouco conhecidos do grande público, que acabam desenvolvendo agendas a serem difundidas ao redor do mundo. Um exemplo destes órgãos supranacionais a que me refiro é a ONU e suas agências como a UNESCO.

É interessante ver que trabalhando na formatação destas agendas com estes órgãos supranacionais, temos os chamados think tanks, que são instituições, centros de estudos, alguns muito influentes e bem financiados por elementos desta elite mundial, para avançar com determinadas agendas. Talvez o mais emblemático think tank, dentre vários outros que poderiam ser citados, é a OPEN SOCIETY FOUNDATION, do megainvestidor George Soros, por trás de várias das agendas da esquerda mundial.

Com isso, passam a ser difundidas agendas como a da legalização das drogas, a legalização do aborto, a introdução de teoria de gênero em escolas, o deslocamento de imigrantes sem fronteiras. Ou seja, o que é colocado pela mídia como “progressista”.  A mídia seria o braço deste esquema para vender as ideias para o povo, ganhar os corações.

Porém, para que muitas destas ideias sejam implantadas nos países, é necessário fazer com que valores nacionais sejam destruídos, a começar pela própria coesão social. Não é raro então começarmos a ver ataques reiterados às instituições (igrejas, polícia, exército, família tradicional), à fé do povo, pois as religiões, com seus fortes códigos éticos, são uma barreira difícil para a implantação destas ideias que vêm de fora.

Por exemplo, lembro-me tempos atrás de ter lido uma notícia onde se dizia que o governo Obama estava ameaçando países africanos de cortar subsídios para os remédios de combate à AIDS, que ali é uma epidemia, se estes países não implementassem legislações pró-LGBT. Muitos dos países se negavam a isso, por ver a cultura LGBT como algo estranho à cultura tradicional deles, como se fosse um conjunto decadente de valores estrangeiros.

Com isso, vemos cada dia mais, um distanciamento gritante entre aquilo que efetivamente a mídia prega como sendo bom para o mundo e aquilo que realmente interessa ao povo de cada país, no seu dia a dia. Pelas minhas observações, vejo que a maioria das pessoas está muito mais preocupada em pagar suas contas, colocar a comida na mesa para os seus, do que querer reinventar uma “nova” sociedade, de acordo com os interesses destas elites globais.

Daí, não ser estranha a eleição de diversos presidentes e governantes hoje que ninguém na imprensa acredita ser possível ocorrer. Mas, a diferença é que estes conseguiram captar anseios que estavam na sociedade de forma clara, mas, que passam despercebido por essa agenda globalista.

Concluindo, penso que a compreensão do que é o globalismo pelos cristãos não deve ser motivo para levantarmos teorias conspiratórias, ou até escatológicas, mas para que saibamos entender melhor o mundo que estamos vivendo hoje e podermos nos posicionar melhor diante dele, a partir dos valores do Reino de Deus, sem sermos enganados por falsas promessas de algo que só piorará a vida entre nós.

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