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Sociedade

Gilmar Mendes diz que Moro era “chefe da Lava Jato” e Dallagnol, “um bobinho”

Ministro avalia que vazamentos enfraquecem Lava Jato e anulam prisão de Lula.

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Gilmar Mendes
Gilmar Mendes. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Um dos ministros mais criticados no Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes decidiu atacar publicamente o ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Ele criticou o tom dos diálogos vazados ilegalmente entre os dois, afirmando ainda que as mensagens podem resultar em consequências para a Lava Jato.

“O chefe da Lava-Jato não era ninguém mais, ninguém menos do que Moro. O Dallagnol, está provado, é um bobinho. É um bobinho. Quem operava a Lava-Jato era o Moro”, disse Mendes, em entrevista à Época.

Mendes saiu em defesa do ex-presidente Lula, afirmando que “eles anularam a condenação” por conta do vazamento das conversas pessoais.

“Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação”, disse ao referir-se aos trechos das conversas que sugerem uma colaboração entre Moro e Dallagnol.

O ministro do Supremo, que já teve pedidos de impeachment registrados no Senado por defender bandidos, afirma que pode ter ocorrido a implicação de um crime nas conversas entre Moro e Dallagnol. Ele fala de um trecho onde os dois avaliam a intimação de uma testemunha.

“Simular uma denúncia não é só uma falta ética, isso é crime”, diz Mendes, que em seguida tenta justificar afirmando que não é contra o combate à corrupção, mas sim contra o que ele chamou de “modelo de Curitiba”.

Mendes já havia defendido o uso de conversas obtidas de modo ilegal, apesar de não se achar no diálogo entre Moro e Dallagnol nada que prejudique as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

O Supremo começou a avaliar, dois dias após os vazamentos, um pedido da defesa de Lula para que o ex-presidente saia da prisão. O processo estava em votação no plenário virtual em abril, uma forma de votação em que os ministros postam seus votos em um sistema eletrônico, mas o ministro Gilmar Mendes pediu para transferir o caso para julgamento físico da Segunda Turma

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