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Teólogo aponta os elementos bíblicos em Game of Thrones

José de Segóvia diz que a fé religiosa tem uma importância fundamental em muitos eventos da saga

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Daenerys Targaryen, interpretada por Emilia Clarke (Foto: Divulgação)
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As últimas edições do Emmy, maior prêmio da TV mundial, consagraram a série “Game of Thrones” como a mais premiada da história. Esse fenômeno de mídia, que chegou ao fim neste domingo (19) mostra como os elementos bíblicos do seu roteiro ainda fascinam as multidões, embora não se trate uma história cristã.

O teólogo espanhol José de Segóvia lembra que “o mundo sombrio descrito pela saga épica de George Martin é objeto de rejeição por muitos crentes. A maioria não aguenta a crueldade de histórias cheias de sexo e violência, onde o pecado não é adoçado para ser atraente, mas é mostrado com toda a sua natureza repulsiva”.

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Segundo o estudioso, que gosta de fazer análises teológicas de produções de cinema e televisão, os romances de George R. R. Martin remetem à trilogia “Senhor dos Anéis”, de J. R. R. Tolkien (1892-1973), um autor de ficção que gostava de enfatizar os elementos bíblicos que utilizava em seus livros.

Os livros de Martin se encaixam no gênero que tem sido chamado de “espada e feitiçaria”, onde existem elementos sobrenaturais permeando a vida dos habitantes de um mundo medieval. Em resumo, tudo acaba sendo uma batalha do bem contra o mal, como em Apocalipse.

“Como em todas as grandes histórias, o segredo não está na ação, mas nos personagens… seu enredo mostra como o caráter dos personagens refletem a humanidade caída. No fundo, não há heróis nem vilões, afinal ‘não há quem faça o bem, não há sequer um’ (Rm 3:12)”, ressalta Segóvia.

Ainda segundo o teólogo, o “Trono de Ferro” representa o poder escravizante dos ídolos, pois parece corromper a todos, mesmo aqueles que dizem defender valores como liberdade, segurança e justiça.

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“Essa é a tentação original da humanidade desde o Éden, querer ser ‘como Deus’ (Gn 3). Ao invés de aceitar nossa finitude e dependência, procuramos desesperadamente a ilusão de ter controle sobre tudo. Em qualquer cultura, onde Deus está ausente… sexo, dinheiro e política preenchem esse vazio. Isso é o que vemos em ‘Game of Thrones!'”, explica o erudito espanhol.

Segóvia destaca que “sem dúvida, a fé religiosa em Game of Thrones tem uma importância fundamental no comportamento dos protagonistas”. Ele lembra que Martin explicou diversas vezes que ao retratar a religião predominante de Westeros, a “Fé dos Sete” foi inspirada na Igreja Católica da Idade Média. “Em vez de um Deus Triúno, eles adoram o Deus de Sete Faces, outra representação múltipla de um único deus”, avalia.

Essa busca de um sentido maior, presente na maioria dos personagens, não parece ser preenchida pelas opções disponíveis. De muitas maneiras, insiste Segóvia, este é o retrato de uma sociedade que busca, mesmo que não admita, o “Deus desconhecido”, descrito por Paulo em Atos 17.

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Por fim, destaca o teólogo, essa busca pelo poder enlouquece os que querem ser reis e se comportam como ‘deuses’, a exemplo que ocorreu com Nabucodonosor em Daniel 4.

O que falta para o mundo triste e violento dos Sete Reinos? A esperança de um salvador, um rei justo que reine eternamente. A ideia de um salvador como Jesus Cristo, que ofereça “amor e misericórdia”.

O final da história de Game of Thrones, que pode ter contrariado a muitos, é exatamente a ausência de uma espera da salvação, um “final feliz”, o entendimento de que “os reinos desta terra chegarão ao fim, mas o Reino de Deus permanece para sempre”.

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