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Internacional

Funcionários públicos no Canadá são proibidos de usarem símbolos religiosos

Usar símbolos religiosos e vestimentas típicas está proibido para policiais, professores, juízes e outros profissionais.

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Crucifixo. (Foto: Andii Samperio por Pixabay)

Funcionários públicos em posições de “autoridade” não podem usar símbolos religiosos, é que o determina a lei Bill 21, aprovada na província de Quebec, no Canadá.

Com isso, juízes, policiais, professores e outros profissionais não podem usar vestimentas religiosas como kipá, turbante ou hijab, nem roupas ou acessórios com cruzes, crucifixos, Estrelas de Davi e outras representações de crenças religiosas.

Os defensores do projeto, aprovado em junho deste ano, declaram que ela garante a secularização e que a prática religiosa seja mantida separada do trabalho do Estado. Alguns dizem que essas expressões religiosas são um tipo de proselitismo.

Já os opositores acusam a lei de legalizar a discriminação, o que alguns acreditam que significa atingir aqueles que são mais visíveis como os muçulmanos.

Mas outros dizem que isso afeta adversamente todos os crentes que rejeitam uma secularização que tira os direitos individuais de religião e consciência.

Em 21 de outubro acontecem as eleições federais no Canadá e alguns candidatos estão sendo questionados sobre a lei e todos os candidatos federais dos principais partidos em disputa se opõem à nova legislação.

O primeiro-ministro, Justin Trudeau, e outros políticos, porém, estão tentando não interferir na lei por se tratar de algo voltado para a província de língua francesa que tem seu próprio premiê.

Aliás, segundo a CBN News, o primeiro-ministro do Quebec, François Legault, disse que os líderes federais precisam manter longe do assunto para não desafiarem a soberania da província.

Ao comentar sobre o caso, o ex-vice-procurador geral de Nova York, Avi Shick, que é judeu, escreveu ao site Wall Street Journal que este tipo de legislação visa sugerir que a prática religiosa não é compatível com o serviço público.

“Na realidade, a lei sugere que a prática religiosa é incompatível com o serviço público, não se pode confiar nas pessoas de fé para equilibrar suas crenças religiosas e responsabilidades cívicas e que os funcionários devem escolher entre suas consciências e carreiras”, criticou.

Nos EUA há vários processos que tentam negar a liberdade de crença e consciência de funcionários, desde o médico de Ontário que foi obrigado a realizar um aborto, entre outros casos semelhantes.

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