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Internacional

Filhos de Yousef Nadarkhani não recebem certificado escolar por não estudarem o Alcorão

Pastor continua preso e já havia solicitado que seus filhos fossem reconhecidos como cristãos para não serem obrigados a cursarem aula de islã.

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Yousef Nadarkhani e família
Yousef Nadarkhani e família. (Foto: Divulgação)

O pastor Yousef Nadarkhani continua preso e agora faz uma greve de fome para impedir que seus filhos percam o ano escolar.

As crianças estão sendo proibidas de concluir a educação básica porque não aceitaram estudar o islã e o Alcorão.

A organização Article Eighteen, que defende a liberdade religiosa e a tolerância aos cristãos no Irã tem denunciado que os filhos de Nadarkhani voltaram às aulas na semana passada, mas disseram que eles não haviam completado as séries anteriores.

Embora o filho mais novo tenha sido informado de que não pode voltar à escola porque não recebeu crédito por concluir as séries anteriores, Daniel, de 17 anos, foi aceito de volta como “convidado” na 12ª série, mas ainda não recebeu o certificado de que ele completou as séries anteriores. O mesmo aconteceu com o Youeil, de 15 anos, que está na 10ª série.

Nadarkhani cumpriu sentença de 10 anos na prisão de Evin por ser um muçulmano convertido e manter uma igreja doméstica. Ele foi absolvido em 2012, depois de ter sido condenado à morte, mas voltou a ser preso em 2016 acusado de promover o “cristianismo sionista” e agir contra a segurança nacional.

Agora ele vê seus filhos sendo punidos pelo regime iraniano que tem o Islã como religião oficial. O próprio pastor tentou garantir que seus filhos fossem reconhecidos como cristãos antes de ser enviado de volta à prisão em 2018, para que eles não tivessem que fazer estudos islâmicos.

No entanto, o assunto ainda não foi resolvido com as autoridades locais, apesar de uma decisão judicial a favor da família.

“Os convertidos do Islã são considerados apóstatas e não gozam de proteção legal religiosa sob a lei iraniana”, informou o Portas Abertas em um dossiê divulgado em dezembro de 2018.

“Eles estão sujeitos à pena de morte sob a lei da sharia. Eles perdem o direito de herdar os bens da família. Eles ainda são considerados muçulmanos e (seus filhos) são obrigados a seguir a educação islâmica”, completa o documento.

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