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Política

“Feministas são vexaminosas e deselegantes”, critica Joice Hasselmann

Deputada promete indicar grandes mulheres para o governo e ser algoz das esquerdistas

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Joice Hasselmann


A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), eleita com o maior número de votos da história do país, disse que será a algoz da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. “Feministas são vexaminosas e deselegantes”, disparou.

Admirada por muitos e também criticada por outros, a comentarista e política brasileira disse que não se importa com o que dizem sobre ela. Após criticar “corruptos e aliados à esquerda” e todos aqueles que ela acredita ter atacado a nação, reforçou: “não estou nem aí se não vão gostar do que digo”.

Prometendo ter um embate interessante com Gleisi Hoffman, já avisou a bancada “ela é da minha cota pessoal. Ela vai ser um boneco de ventríloquo do Lula e qualquer um que faça isso vai contar com a minha energia de oposição”.

Para a jornalista, esse tipo de enfrentamento tem que partir de uma mulher. “Senão dá problema, como o que aconteceu com Bolsonaro quando ele teve aquele enfrentamento com a Maria do Rosário”, disse.

O presidente eleito é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de fazer apologia ao estupro porque disse que não estuprava a deputada, pois ela não merecia. “De mulher para mulher é diferente. Tudo que ela precisar ouvir eu vou dizer”, garantiu.

Sobre a deputada

Joice Hasselmann conta que teve uma infância muito difícil e buscou apoio na igreja quando ainda era uma criança. O pai era alcoólatra e a mãe trabalhava fora, então ela e a irmã mais nova ficavam sempre sozinhas. “Por ser a mais velha, eu cuidava dela e Deus cuidava da gente”, contou.

Dos oito aos doze anos, frequentou a igreja Assembleia de Deus e na adolescência fez parte de um grupo de jovens da igreja Batista, em Mato Grosso, Cuiabá, onde morava. “Foi lá que eu desci às águas e tive um encontro com Jesus”, revela.

Da adolescência até a vida adulta tudo o que aconteceu em sua trajetória é atribuído a um milagre. “De onde eu saí para onde eu cheguei, não tem explicação nenhuma, a não ser um milagre que vem de Deus, do próprio céu”, reconhece.

Antes de assumir a vida política, a jornalista já trabalhou na rádio CBN, Band News FM e revista VEJA. “O Brasil tá precisando de homens e mulheres que abram mão dos seus próprios planos pra sonhar o plano de Deus para a nossa nação”, mencionou.

Mulheres no governo

Em outubro de 2016, Hasselmann participou da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisou as 10 Medidas contra a corrupção. Atualmente, ela é considerada como o “braço forte” de Bolsonaro no Congresso Nacional.

Ao ser questionada se vai indicar mais mulheres para a equipe do presidente, apontou para a diretora do instituto Ayrton Senna. “Levei a Viviane Senna para falar sobre educação com Bolsonaro. É uma mulher que entende do processo educacional, não sei se terá um cargo oficialmente, mas pode ser uma parceira”, contou.

Eliana Calmon também está entre os nomes femininos. “A ex-ministra do Supremo Tribunal de Justiça também é uma grande mulher e poderia ocupar um cargo em uma área ligada à justiça”, disse.

Apesar de acreditar no potencial das mulheres para o governo brasileiro, garantiu que não pensa em trabalhar em projetos somente para o público feminino. “Não gosto dessa coisa de projeto segmentado. Fui eleita por brasileiros de São Paulo, meus projetos são de nação”, concluiu.



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