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Sociedade

Feminista defende abolição da família e do conceito de maternidade

Livro defende transformar a barriga de aluguel em um negócio, onde as crianças sejam criadas por todos, não apenas por quem a gerou.

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Sophie Lewis. (Foto: Reprodução / Twitter)

A geógrafa inglesa Sophie Lewis, ativista feminista, lançou no ano passado um livro que propõe a abolição da família, assunto que ela também destaca em seu Twitter que tem como username o termo reproutopia.

Intitulado de “Full Surrogacy Now – Feminism Against Family” (Barriga de Aluguel para Todos – Feminismo contra a Família), o livro traz uma teoria sobre o fim do conceito de família e de maternidade com o objetivo de “libertar” a mulher.

O ponto de vista da autora retrata de uma forma diferente o que outras feministas, como Shulamith Firestone (em A Dialética do Sexo) defendiam em seus textos, que livrar a mulher da maternidade é dar-lhe liberdade.

Sophie defende que gravidez e parto sejam tratados como um trabalho produtivo, sem vínculos familiares, por isso o livro fala sobre barriga de aluguel, mulheres sendo pagas para ter filhos.

Ela sugere que, por meio das barrigas de aluguel, os bebês sejam tratados como “vasos”, ou seja produtos, para quebrar “nossas suposições de que as crianças pertencem necessariamente àquelas cuja genética elas compartilham’, como diz a sinopse do livro.

“Assumir a responsabilidade coletiva pelas crianças, em vez de cuidar apenas daquelas com as quais compartilhamos DNA, transformaria radicalmente as noções de parentesco. A adoção desse conceito expandido de barriga de aluguel nos ajuda a ver que sempre, como diz o ditado, é preciso um vilarejo para criar um filho”, completa a sinopse.

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