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Mundo Cristão

Família processa padre que condenou suicídio durante velório de jovem

O padre declarou que suicídio “é contra Deus e contra as pessoas que nos amam”.

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Jeffrey e Linda Hullibarger. (Foto: Reprodução)

Uma família resolveu processar um padre que condenou o suicídio durante funeral de um jovem de 18 anos que havia tirado a própria vida.

O reverendo Don LaCuesta, da paróquia em Temperance, Michigan (EUA), foi chamado por Jeffrey e Linda Hullibarger para realizar a cerimonia fúnebre de Maison Hullibarger.

Apenas alguns parentes e amigos sabiam a causa da morte do jovem, a maioria dos presentes que estavam na igreja ficou sabendo quando o padre resolveu condenador o suicídio.

“Acho que não devemos chamar o que é ruim de bom, o que é errado de certo. Por sermos cristãos, devemos dizer o que sabemos ser a verdade – que tirar a própria vida é contra Deus que nos criou e contra todos que nos amam”.

O fato ocorreu em 8 de dezembro de 2018, quase um ano depois a família resolveu entrar com uma ação contra ele, a Igreja Católica Nossa Senhora do Monte Carmel e a Arquidiocese de Detroit, alegando que a homilia prejudicou irreparavelmente sua família já devastada.

“Na minha opinião, ele fez o funeral de nosso filho sobre sua própria agenda”, criticou a mãe do jovem ao The Washington Post.

Ela acredita que LaCuesta não demonstrou compaixão quando conheceu o casal para planejar o funeral, diz o processo, e passou a falar sobre a disponibilidade da igreja.

A mãe do jovem diz também que o padre não seguiu o que foi combinado, não deixou eles falarem sobre a vida do jovem, nem ler passagens da Bíblia ou dar palavras finais sobre ele.

Arquidiocese emite nota sobre o caso

A porta-voz da arquidiocese Holly Fournier se recusou a comentar o processo, mas apontou para uma declaração que a arquidiocese fez em dezembro para se desculpar por ferir a família Hullibarger, em vez de confortá-los.

“Reconhecemos … que a família esperava uma homilia com base em como o ente querido vivia, e não em como ele faleceu”, diz o comunicado.

“Também sabemos que a família ficou ainda mais magoada pela escolha do padre de compartilhar os ensinamentos da Igreja sobre suicídio, quando a ênfase deveria ter sido colocada mais na proximidade de Deus com aqueles que choram”.

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