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Sociedade

Ex-ministra finlandesa é investigada por citar Romanos contra Parada LGBT

Publicação foi direcionada para a Igreja Luterana que participou do evento gay em junho deste ano

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Päivi Räsänen. (Foto: Kuva: Alma Media arkisto / IL-TV)

A política finlandesa Päivi Räsänen, presidente do Partido Democratas Cristãos, se envolveu em uma grande polêmica ao expressar sua objeção à participação da Igreja Luterana em uma Parada Gay em Helsinque.

Membro do Parlamento finlandês, ela citou o livro de Romanos para justificar sua crítica em um texto publicado no Twitter e também em seu site pessoal.

“Como a doutrina da igreja, a Bíblia, se encaixa na causa em que a vergonha e o pecado são levantados como um assunto de orgulho?”, questionou Räsänen que foi ministra do Interior da Finlândia entre 2011 e 2015.

Em seguida ela publicou Romanos 1:24-27 que condena a prática homossexual.

A postagem foi feita em 17 de junho e, por conta dela, o Departamento de Polícia da capital acusou a ex-ministra de “agitar contra um grupo étnico”. Na visão dos acusadores, Räsänen sugeriu que os eventos de orgulho LGBT eram pecaminosos e vergonhosos.

De acordo com um comunicado à imprensa divulgado pelo departamento de polícia daquele país, o Código Penal Finlandês define “agitação contra um grupo étnico” como disponibilizar publicamente qualquer informação ou opinião que “ameace ou difame um grupo com base em raça, cor, descendência, origem nacional ou étnica, religião ou crença, orientação sexual ou deficiência”. Agitar um grupo étnico é punível com uma multa ou dois anos de prisão.

Pelo Twitter a ex-ministra declarou que não está preocupada com a investigação e “Não estou preocupada comigo mesma, pois confio que isso não irá para o promotor”, escreveu. Ela ainda declarou esperar que “isso não leve à autocensura cristã”.

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