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Mundo Cristão

Evangélicos são mal representados no Brasil, afirma Samuel Câmara

“Tudo para nós é suor, lágrimas”, reclama pastor.

Michael Caceres

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Samuel Câmara. (Foto: Reprodução / Youtube)

Para o pastor Samuel Câmara, líder da Assembleia de Deus em Belém do Pará, o presidente Jair Bolsonaro conquistou o apoio dos evangélicos porque soube dar atenção ao segmento, que considera estar sendo mal representado na política.

Em entrevista a Folha de São Paulo, jornal criticado por líderes evangélicos e conservadores, o pastor falou sobre a dificuldade que os pastores encontram em receber atendimento nas repartições públicas, destacando que nessas horas não há representatividade.

“Tem horas em que batemos em repartições públicas e não encontramos um brasileiro que reflita 30% da população. Tudo para nós é suor, lágrimas”, afirma Câmara.

Câmara avalia que apesar de o presidente não ser alguém de “extrema capacidade”, ele é ainda melhor e afirma que tem orado para que o governo dê certo e o Brasil melhore.

“É até melhor do que quem tem extrema capacidade, mas exclui qualquer tipo de fé. Oro para que dê certo, que o Brasil vá se conformando”, disse.

O pastor também avaliou que o diálogo de Bolsonaro com os evangélicos é porque o presidente entende que o segmento é mais conservador e avalia que o apoio nas eleições se deu por conta da polarização política e pelo fato de não ter tido ninguém de centro.

“Não tínhamos como ajudar a manter o mesmo regime de governo que procurou fazer o melhor que pôde, mas levou o Brasil a um atoleiro, sobretudo ético. Se tivéssemos alguém de centro… Mas o pleito se polarizou”, disse.

Silas Câmara também falou sobre a promessa de Bolsonaro de enviar um evangélico para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele diz que apesar de os evangélicos serem 30% da população, não há um único representante na Corte.

A respeito da iniciativa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de criar núcleos evangélicos no Partido dos Trabalhadores (PT), o pastor orienta que os fiéis devem ter “preocupação dele e do partido”.

Também vê como piada a afirmação de Lula de que tem “jeitão de pastor”. “Parece mais uma piada, uma brincadeira, mormente agora quando a Justiça brasileira está atribuindo a ele muita corrupção”, disse.

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