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Internacional

Evangélicos priorizam mais a economia do que a perseguição religiosa, diz pesquisa dos EUA

Questões sociais como alimentar e vestir pobres e necessitados também não estão na prioridade dos entrevistados.

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Evangélicos
Evangélicos. (Foto: Edwin Andrade / Unsplash)

Segundo uma pesquisa realizada pela Lifeway Research, realizada com patrocínio da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul (ERLC), os evangélicos norte-americanos priorizam mais a economia do que a perseguição religiosa.

Os temas mais importantes para este grupo são saúde e economia, enquanto que temas associados a engajamento político como liberdade religiosa e aborto são menos interessantes para eles.

“Nossos entrevistados nos surpreenderam com o quão pouco pareciam se importar com causas estereotipante evangélicas”, escreveu Paul Miller, professor da Universidade de Georgetown, ao analisar a pesquisa publicada também no Christian Post.

A pesquisa foi feita com 1.317 entrevistados evangélicos que foram separados entre pessoas com crenças evangélicas e cristãos evangélicos. Eles precisaram responder quais das questões políticas apresentadas eram mais importantes para eles.

Questões de assistência médica foram a escolha de 51% dos entrevistados, e a economia ficou em segundo lugar tanto para os que se auto-identificam como evangélicos (49%), quanto para os evangélicos praticantes (46%).

A segurança nacional foi importante para 40% do entrevistados evangélicos e para 43% dos auto-identificados e a imigração foi importante para 41% e 39%, respectivamente.

Mas o assunto de liberdade religiosa é importante para apenas 33% deles, e o aborto para 29% dos evangélicos praticantes e 28% para os auto-identificados.

Menos de 10% dos entrevistados disseram que seu apoio a um candidato político “depende principalmente de um problema”. Oito em cada 10 entrevistados disseram que seu apoio depende de “vários problemas”.

Apesar de muitos dizerem que seu apoio depende de “várias questões”, os entrevistados com crenças evangélicas eram mais propensos (52% a 48%) a “concordar” que “apenas apoiariam um candidato que quisesse criminalizar o aborto”.

A pesquisa também sugere que evangélicos se importam menos com questões como alimentar famintos e vestir os mais pobres. Para 20% deles esse assunto é importante. A questão racial também parece não importar: 18% e 21% dos grupos entrevistados se mostraram interessados na questão.

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