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Internacional

EUA pode aplicar sanções à China por conta da perseguição religiosa

Três minorias religiosas foram representadas durante encontro com o vice-presidente dos EUA.

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Lideranças religiosas com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence. (Foto: Cortesia de Travis Wussow/ERLC)

Um grupo de defensores da liberdade religiosa se reuniu com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, no começo desta semana para tratar sobre a perseguição na China, buscando que o governo norte-americano tome medidas para impedir que o Partido Comunista da China continue violando esse direito fundamental.

O encontro contou com três importantes comunidades de fé comumente visadas pelo governo chinês: os Ugyhurs, em sua maioria muçulmanos, representados pelo Presidente do Comitê Executivo do Congresso Mundial Uigur, Omer Kanat; Os praticantes do Falun Gong, representados pelo porta-voz da Associação do Falun Dafa de Washington DC, Jeff Chen, e os cristãos, representados por Bob Fu, na ChinaAid.

Cada representante apresentou os respectivos resumos da perseguição da China às pessoas em suas comunidades, destacando as questões centrais de um genocídio Uigur em andamento, o monitoramento das igrejas cristãs e a supressão dos adeptos do Falun Gong. Eles também nomearam membros principais dessas comunidades que foram perseguidos.

Fu pediu à administração Trump para utilizar o “Global Magnitsky Direitos Humanos Responsabilidade Act” para sancionar as principais autoridades chinesas e usar também a “Lei Global de Responsabilidade dos Direitos Humanos Magnitsky” que permite o presidente dos EUA retirar o visto de qualquer pessoa ou entidade entrincheirada em corrupção profunda ou, de acordo com a Sec. 3, Cláusula (1) da Lei, que “seja responsável por execuções extrajudiciais de tortura ou outras graves violações de direitos humanos”.

Em Xinjiang, mais de 1 milhão de pessoas uigur foram aprisionadas em campos de concentração por sua etnia e fé muçulmana, com muitos passando fome e sofrendo lavagem cerebral. Também houve relatos de autoridades estuprando membros da prisão, e muitos desapareceram ou pereceram nas complexas redes de campos.

O CEO do Portas Abertas EUA, David Curry, também esteve presente e concluiu os pedidos ao governo pedindo que o Departamento de Estado reinstitua o status da China como País de Preocupação Particular (CPC), uma designação que destacaria o abuso de direitos humanos na China e permitiria ao Presidente Trump impor uma gama mais ampla de sanções contra o governo chinês.