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Internacional

EUA e Israel sinalizam apoio à entrada do Brasil na OCDE

Para o presidente Jair Bolsonaro apoio é “fruto da confiança no novo Brasil”.

Michael Caceres

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Donald Trump e Jair Bolsonaro. (Foto: Alan Santos/PR)

O Brasil contará com o apoio dos Estados Unidos e de Israel para a entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A promessa de apoio de Israel já havia sido feita durante a vista do presidente Jair Bolsonaro a Terra Santa, no início de abril, e reforçada em discurso feito pelo embaixador israelense no Brasil na noite da última quarta-feira (22).

Na quinta (23), foi à vez dos Estados Unidos formalizar o apoio a entrada do Brasil na Organização, através de um anúncio oficial dado durante reunião do órgão, em Paris. A iniciativa já era aguardada pelo presidente, que pediu pessoalmente o apoio do presidente americano, Donald Trump, nesta questão.

Ao comentar a decisão dos EUA, Bolsonaro postou em sua conta no Twitter que o suporte norte-americano é “fruto da confiança no novo Brasil”. “Atualmente, todos os 36 membros da OCDE apoiam a nossa entrada, fruto da confiança no novo Brasil que estamos construindo, mais livre, aberto e justo”, disse Bolsonaro.

O chanceler brasileiro Ernesto Araújo comentou, ainda em Paris, a decisão norte-americana de apoiar o Brasil, dizendo que os EUA é a “principal peça que faltava para que nós possamos, no mais breve prazo, começarmos o processo de adesão à OCDE”.

Já o apoio de Israel havia sido confirmado por Yossi Shelley, durante comemoração aos 71 anos de Israel, quando afirmou que seu país também está “lutando” para que o Brasil ingresse na OCDE. O objetivo é que o país colabore com as adaptações legislativas e regulatórias necessárias para que o país seja aceito no órgão.

Shelley fez seu comentário sobre a OCDE quando justificava a falta do chanceler brasileiro na cerimônia, devido a sua presença na reunião na França. “O chanceler está na OCDE para fazer uma luta para o Brasil entrar nessa organização (OCDE). Israel também está lutando por isso”, afirmou.

Ainda em seu discurso, o embaixador disse que o Brasil é “uma grande potência que pode ajudar o mundo e pode receber em troca disso”. Ele também comemorou a relação entre Brasil e Israel, afirmando que Bolsonaro está cumprindo sua promessa de campanha de mudar a postura do país em relação a diplomacia com o Estado de Israel.

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