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Internacional

EUA acusa Irã por ataque a petroleiro e anuncia envio de militares

Fotografias mostram militares do Irã recuperando mina que não explodiu no Golfo de Omã.

Michael Caceres

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Petroleio no Golfo de Omã. (Foto: HO/IRIB TV/AFP)
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O Pentágono divulgou imagens que, segundo o governo norte-americano, provam a participação do Irã no incidente com petroleiros no Golfo de Omã, acirrando ainda mais a crise entre os dois países. Com base nas imagens os EUA anunciou o envio de mais mil militares para o Oriente Médio.

As imagens divulgadas mostram integrantes da Guarda Revolucionária do Irã removendo uma mina que não explodiu do Kokuka Corageous, um dos petroleiros danificados no Golfo de Omã na quinta-feira passada.

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O governo anunciou que as imagens foram feitas a partir de um helicóptero militar norte-americano, e provam que o Irã atacou as duas embarcações. O regime iraniano vem nega a acusação feita pelos EUA.

Em outras fotos divulgadas é possível ver um grande buraco na lateral do navio japonês, que teria sido causado por outra mina. O navio levava 25 mil toneladas de metanol e, segundo informações da televisão japonesa NHK, a carga ficou intacta.

Também foi alvo do ataque uma embarcação da Noruega chamada “Front Altair”, que levava, segundo a Reuters, 75 mil toneladas de matéria-prima petroquímica ao país e teria saído do porto da cidade de Ruwais, nos Emirados Árabes.

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, disse que segundo a avaliação do governo, os ataques partiram da República Islâmica do Irã. “A avaliação dos Estados Unidos é que a República Islâmica do Irã é responsável pelos ataques”, disse a jornalistas.

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O secretário interino de Defesa, Patrick Shanahan, disse que os soldados a serem enviados pelos EUA, vão ao local por “motivos defensivos”. Ele também disse ter informações sobre ameaças que funcionários norte-americanos vem sofrendo na região.

“Os recentes ataques iranianos comprovam as informações confiáveis e credíveis que recebemos sobre o comportamento hostil das forças iranianas e de grupos associados que ameaçam funcionários norte-americanos e interesses na região”, disse.

O novo contingente reforçará os 1,5 mil militares deslocados ao Oriente Médio em maio, quando a tensão entre EUA e Irã tomou maiores proporções.

Bomba nuclear

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Na manhã desta segunda-feira (18) o regime ditatorial iraniano anunciou o aumento no estoque de urânio enriquecido para além do que havia sido firmado no acordo nuclear de 2015. Com isso, o Irá fica cada vez mais perto de uma bomba nuclear.

Os EUA se retiraram do acordo em 2018, pois na avaliação do governo de Donald Trump não havia garantias suficientes. Apesar da saída norte-americana, Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China permanecem no tratado.

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