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Política

Esquerda irá criar “Frente parlamentar anticorrupção”

A intenção é debater medidas do futuro ministro Sergio Moro

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Gomes, Molon e Rodrigues
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Dentro da nova configuração no Congresso Nacional para a próxima legislatura, foi divulgada a proposta de um grupo de parlamentares de esquerda em criar uma “Frente parlamentar anticorrupção”.

Segundo a Folha de São Paulo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), os deputados federais Luiz Flávio Gomes (PSB/SP), Alessandro Molon (PSB/RJ) lideram a iniciativa. Mas a questão ideológica não deve ser empecilho para que políticos de outro espectro se unam a eles. Um deles seria o recém-eleito Vinicius Poit (Novo/SP).

A frente, ainda sem nome oficial, terá sua primeira reunião em Brasília no começo do próximo mês. Sérgio Moro, que será ministro da Justiça no próximo governo e o procurador Deltan Dalagnol, um dos coordenadores da Lava Jato, receberam convite para participar do encontro.

“Sou oposição a Bolsonaro, mas as medidas contra a corrupção são uma bandeira que ultrapassa a divisão partidária”, assegura Randolfe. O senador apoia o pacote de 70 medidas que a Transparência Internacional reuniu e que Moro já incluiu em seu programa.

A Transparência Internacional justificou que apresentou um novo conjunto de propostas porque via ilegalidades nas Dez Medidas proposta pelos procuradores da Lava Jato.

Lava Jato 2

Luiz Flávio Gomes, que é ex-juiz federal, defende que o objetivo do grupo é “aprofundar a Lava Jato”, visando alcançar os corruptos em outras esferas. “A Lava Jato 1 foi ótima, mas é preciso ter uma Lava Jato 2 para chegar aos bancos, aos procuradores. Afinal, o dinheiro da Lava Jato circulou pelos bancos, há suspeita de lavagem e eles não foram investigados. A população votou em nós pegarmos essa turma”, insiste. O socialista garante que não haverá endosso automático às propostas de Moro.

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Algumas das medidas propostas pelo futuro Ministro da Justiça não são bem vistas por eles, como a que prevê a prisão de parlamentar sem autorização do Congresso.

Randolfe também quer incluir no debate questões que incomodam Bolsonaro, como a escolha do futuro procurador-geral da República por meio de lista tríplice. “Esse mecanismo precisa ser institucionalizado. Se a PGR fosse completamente alinhada com a Presidência, a Lava Jato não chegaria onde chegou”, destaca.

O PT não irá apoiar a iniciativa, pois sua avaliação sempre foi que a Lava Jato perseguiu politicamente o ex-presidente Lula.