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Educação

Escola é punida por supostamente discriminar alunos LGBT

Jovens argentinos provocam os professores, desrespeitando as regras da escola

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Uma escola na Argentina foi multada por supostamente discriminar alunos ligados ao movimento LGBT. Tudo começou em setembro do ano passado, quando um aluno do quarto ano do Colégio Santa Marta, que fica na província de Salta, foi advertido por um professor sobre não usar uma pulseira que o identificava como membro do movimento.

Santiago Coraita foi mandado para a direção da escola por se recusar. Segundo a versão do pai, o jovem foi questionado “sobre assuntos muito pessoais”. Em entrevista ao jornal La Gaceta de Salta, ele revelou que alguns colegas do filho divulgaram uma foto nas redes sociais na qual estavam com o antebraço pintado com as cores LGBT e faziam gestos obscenos.

O estabelecimento apontou a postagem como “falta grave contra a instituição”, já que na foto os quatro meninos aparecem fazendo os tais gestos obscenos junto ao escudo do colégio.

Para os diretores foi uma grande falta de respeito já que a foto foi tirada nas instalações da própria escola e divulgada nas redes socais durante o horário escolar. Mesmo se defendendo, o Colégio Santa Marta foi multado por cometer um suposto ato de discriminação contra esses estudantes.

Totalitarismo de gênero

Por meio de um comunicado, o Colégio Santa Marta explicou que Coraita “manifestou livremente a sua identidade de gênero” e que foi respeitado e acompanhado como se faz com todos os alunos. Quanto à pulseira que ele usava, foi aberta uma exceção no regimento interno do colégio e ele pôde usá-la até o último dia de aula.

Oito colégios argentinos e cerca de trinta professores de Buenos Aires expressaram seu apoio ao Santa Marta. Para eles, o que está acontecendo é um “linchamento midiático, judicial e político, por aqueles que defendem o totalitarismo de gênero, violando os direitos à liberdade de educação, de contrato e civil em assuntos religiosos”, manifestaram.

Para eles, os ataques que os centros educacionais privados vêm sofrendo por parte do movimento LGBT demonstra claramente a intenção dos ativistas.

Conclusão

Na ocasião, a escola procedeu com as advertências necessárias e com a notificação aos pais e responsáveis ​​dos alunos “que reconheceram a gravidade dos fatos e aceitaram a sanção aplicada”, ou seja, a não renovação da matrícula para o seguinte ano letivo.

Porém em dezembro, a Secretaria da Educação, Ciência e Tecnologia de Salta multou o Colégio Santa Marta por cometer o que considerou ser “um ato de discriminação” contra Santiago Coraita.

Consequentemente, o colégio deverá implementar um programa de formação em direitos humanos “com ênfase especial no princípio de igualdade e não discriminação dirigido aos diretores, funcionários da administração, tutores e professores”.

Além disso, a secretaria provincial exigiu que a escola permita a renovação da matrícula dos quatro estudantes e a obrigou a pagar uma multa de dez vezes a mensalidade paga por aluno, ou seja, mais de 170 mil pesos argentinos (cerca de US $ 4.460).

“As escolas públicas de administração privada têm princípios e valores institucionais de convivência que devem ser respeitados pelos alunos”, manifestaram as escolas e professores em apoio ao estabelecimento de Salta.

“Os pais escolhem de forma livre e sem nenhuma coação que seus filhos estudem em um colégio particular e sabem de antemão qual deve ser a conduta dos seus filhos em relação aos valores e símbolos da escola escolhida”, indicaram. Sendo assim, o correto seria que os pais sinalizassem aos filhos que as regras devem ser respeitadas.

Cris Beloni é jornalista, teóloga e pesquisadora apaixonada pela Bíblia. Desenvolveu um trabalho de Jornalismo Investigativo Bíblico e é autora do livro Derrubando Mitos.

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