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Opinião

Erika Kokay: a embaixatriz da esquerda preconceituosa e intolerante

Caso você sofra algum tipo de abuso ou violência e seja de direita, então você terá dela o deboche, o “bem feito” ou o “não vai ter Jesus na goiabeira para você”.

Maycson Rodrigues

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Erika Kokay. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

No cenário político brasileiro, não podemos jamais demonizar indivíduos. No máximo, fazemos uso da liberdade democrática para discordarmos de algumas posições ou visões de mundo – e por vezes intentamos em fazê-lo veementemente.

Um erro crasso é considerarmos o outro um inimigo mortal. Isso nem combina com a lei de Cristo. No entanto, mesmo considerando que há elementos e posições boas e corretas no espectro ideológico à esquerda vemos que, hegemonicamente, a cultura nacional é influenciada por ideais libertários e anticristãos e que uma figura pública exerce com certo grau diplomático a função de propagadora desta cosmovisão, que se alinha ao pensamento de muitos cristãos secularizados e incrédulos que foram doutrinados ainda no ensino médio.

Erika Kokay já defendeu pautas que passam a ideia de que o bandido é uma “vítima social”. Já lutou contra medidas impopulares durante o governo Temer (Reforma Trabalhista, por exemplo) que minimizaram a gravidade do desemprego no país e cortaram a mamata sindical, e agora lança uma fala debochada, intolerante e carregada de arrogância e ódio contra a Ministra Damares Alves.

Ao lembrar sua experiência traumática dentro de seu argumento de devaneio, a deputada mostrou o que há de pior na esquerda brasileira: a capacidade de demonizar o discordante.

Nós vemos isso na direita brasileira. Porém, precisamos dizer que a direita no Brasil está somente agora em evidência. Dizer que o PSDB representou algum dia “os pensamentos do conservadorismo” chega a ser uma ofensa à honestidade intelectual.

A nossa democracia permite que parlamentares tenham imunidade para opinarem livremente sem que sejam processados; porém, tenho pra mim que neste episódio cabe uma nota oficial do Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, pois uma parlamentar perde o seu direito de falar quando ofende e agride verbalmente uma autoridade do Poder Executivo.

Não podemos achar que o jogo no Congresso é limpo. Eles não medem esforços para obstruir as votações, ou mesmo encher uma Comissão de “questões de ordem” apenas para tumultuar a sessão. Certamente Kokay sabia da repercussão que daria sua fala, assim como fez o filho do José Dirceu – aquele que lutou pela democracia durante a ditadura militar e depois roubou o Brasil quando democraticamente esteve no poder – o tal do Zeca “Tchutchuca” Dirceu, e por isso mesmo não hesitou em provocar, mesmo sob o ônus de demonstrar sua intolerância religiosa e preconceito com uma Ministra que é declaradamente evangélica.

Kokay provou que não luta pela mulher que é violentada, muito menos pela criança que é abusada. Mostrou que só ganha representatividade dela quem pensa igual a ela. Você pode ser uma mulher brasileira, pagadora de impostos e em dia com a lei; contudo, caso você sofra algum tipo de abuso ou violência e seja de direita, então você terá dela o deboche, o “bem feito” ou o “não vai ter Jesus na goiabeira para você”.

Sabe a máxima de Lenin? Aquela do “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é!”? Então…

Considerá-la patética é pouco; ela é sim alguém que carece de compaixão e misericórdia, pois a mesma demonstra possuir um coração miserável, desumanizado e carcomido pela idolatria ideológica.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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