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Sociedade

Teófilo Hayashi comenta trabalho do Dunamis nas universidades

Hoje universitários cristãos se reúnem semanalmente em diversas instituições de ensino para falar sobre suas experiências com Deus

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Em entrevista ao Gospel Prime o pastor Teófilo Hayashi comenta sobre o ministério Dunamis e da forma como ele consegue administrar estes trabalhos e também pastorear a igreja Monte Sião.

O Dunamis surgiu em 2008 com o propósito de trabalhar com jovens universitários cristãos, fazendo com que eles consigam colocar em ação as palavras que são ministradas em suas igrejas.

O projeto é interdenominacional e hoje conta com 30 pequenos grupos de universitários em diversas universidades do Brasil. Com reuniões semanais estes jovens se reúnem para testemunhar a transformação de vidas.

“A igreja atual está enfrentando uma crise de ativismo e espírito de orfandade – as pessoas saem por aí fazendo curas e milagres em nome de Deus, porém não conhecem esse Deus como pai”, disse o pastor.

É ele quem também coordena a Conferência Dunamis que reuniu milhares de pessoas em São Paulo, mas apesar de conseguir juntar tantos fiéis a ideia do pastor Hayashi não é montar um ministério.

“Eu sou fiel a visão de Deus e não a métodos, ou seja, sigo a essência do que Deus quer. O Dunamis não se tornará igreja, pois se fosse para ser já teria virado algum tempo atrás. Sou pastor da minha igreja local, a Monte Sião, e não pretendo sair de lá e institucionalizar o Dunamis.”

Leia a entrevista completa:

Gospel Prime – Teófilo, o Dunamis surgiu em 2008 com a proposta de ascender o fogo e amor de Deus em jovens universitários e empreendedores para assim eles romperem as barreiras do templo e alcançarem a sociedade como um todo. O que mudou do início até agora?

Teófilo – No início o foco era despertar os jovens para a atitude, o ide e fazer. Enxergávamos as pessoas como ovelhas gordas que somente iam à igreja e só recebiam a palavra, louvor, etc… e guardavam tudo aquilo para elas. Havia uma necessidade imediata de colocar tudo aquilo que Deus revelava e capacitava em ação. Hoje, quatro anos depois, Deus nos mostra outra perspectiva: que as pessoas estão ativas, porém estão vivendo somente como servas e não como filhas de Deus. A igreja atual está enfrentando uma crise de ativismo e espírito de orfandade – as pessoas saem por aí fazendo curas e milagres em nome de Deus, porém não conhecem esse Deus como pai. É aí que o diabo entra – na crise de identidade – as pessoas não sabem quem elas são em Cristo e perdidas vão procurando alternativas oferecidas por homens que também estão em crise e pelo inimigo.

GP – Além do culto mensal e do fornalha, o Dunamis também tem os Pockets universitários. Como isso funciona ?

TH – 2013 será o ano da consolidação dos Pockets. Atualmente temos cerca de 30 pockets espalhados pelas maiores universidades do Brasil. São grupos com umas 20 pessoas que se encontram semanalmente para louvar, orar, ministrar a palavra. Temos recebido testemunhos maravilhosos e visto real transformação de vidas. As pessoas também podem se inscrever e montar um pocket no local de trabalho. Nós temos um treinamento anual para os líderes dos grupos.

GP – O Dunamis é um movimento Cristão, ou seja, quem o frequenta pertence a diferentes igrejas , trabalham nas mesmas e ainda sim muitas vezes são voluntários do movimento. A tendência de todo movimento é virar uma instituição depois de alguns anos. Qual é o futuro do Dunamis ?

TH – Eu sou fiel a visão de Deus e não a métodos, ou seja, sigo a essência do que Deus quer. O Dunamis não se tornará igreja, pois se fosse para ser já teria virado algum tempo atrás. Sou pastor da minha igreja local, a Monte Sião, e não pretendo sair de lá e institucionalizar o Dunamis. Todos que trabalham e freqüentam o movimentam pertencem a 1 igreja local de diferentes denominações e muitos deles se tornaram ativos nas mesmas por causa do Dunamis.

GP – Como você consegue delegar seu tempo e atividades no Dunamis e na Monte Sião?

TH – Tenho dois ótimos administradores que fazem tudo para mim tanto na minha igreja local quanto no Dunamis, ou seja, tudo que tenho que fazer é orar e me preparar para as pregações e às vezes fazer a tradução simultânea de pregadores estrangeiros e também fazer aconselhamento pastoral e acompanhar a vida da minha equipe nos dois locais. O Dunamis não dá nenhum retorno financeiro, ou seja, todos são voluntários e investem nele. Meu salário vem de um subsídio da minha igreja local e de investimentos do passado.

GP – Como você consegue confiar na sua equipe e não centralizar tudo em você como vemos muitas lideranças fazendo e depois sofrendo com excesso de atividades e crise ministerial?

TH – Todos que estão ao meu lado são levantados por Deus, tenho certeza disso. Meu relacionamento pessoal com cada um deles está sempre acima do meu ministério. Minha casa está sempre aberta para recebê-los, orarmos, conversarmos e partilharmos a vida – somos uma família de verdade. Durante esses quatro anos uma boa parte da equipe acabou saindo por chamado de Deus para pastorear em outro local, ser líder em outra igreja, mudaram-se de cidade, país, alguns começaram uma nova etapa em suas vidas casando e tendo filhos e eu acho isso muito louvável. Outra parte simplesmente desistiu do movimento, de sua igreja local e seguiu um rumo oposto. Continuo orando por eles e posso somente abençoá-los e amá-los, por mais que essa desistência deles me chateie, e ainda uma boa parte permaneceu conosco desde então e assim continuará.

GP – O público de vocês é exatamente o público considerado mais evasivo pelas estatísticas das igrejas, ou seja, pessoas que muitas vezes cresceram ou passaram a adolescência na igreja e quando chegam aos seus 18 anos saem da mesma, se encantam com a vida universitária e a autonomia que o mundo oferece e depois lá pelos seus 30 anos retornam à igrejas dilaceradas. Por que você acha que isso acontece? E por que falta lideranças locais capacitadas para esse público?

TH – Jovem precisa de acompanhamento, amor, oração, conversa – estar ao lado dele constantemente e deixá-lo respirar também. As igrejas não estão preparadas para isso, muitas vezes só discursam regras e mais regras para controlar os adolescentes e aí quando eles crescem já não são mais dominados por elas e começam a questionar sua fé, pois eles estão na fase de descobrimento de quem são, da identidade e quando entram em crise, muitas vezes não tem ninguém para acompanhá-los e sim julgá-los. Precisamos pregar aos jovens a busca da identidade deles em Cristo, mostrar para eles o quão amados eles são por Deus e que eles podem mudar o mundo refletindo esse amor nas outras pessoas. Se a liderança não entende ou vive isso, não tem como repassar algo que você nunca viveu ou aprendeu. Jovens precisam de exemplos de vida e do amor de Deus.

GP – Quem acompanha eventos cristãos e os bastidores dos mesmos conhece muito bem o amadorismo e falta de qualidade e estrutura que as organizações e eventos cristãos oferecem. A Conferência Dunamis é extremamente bem organizada e um evento de grande porte. Como você consegue organizar tudo isso?

TH – Como eu já havia comentado, tenho um ótimo administrador que organizou toda a conferência. Delegamos funções, ou seja, procuramos em nossa equipe e serviços terceirizados tudo que precisamos. Por exemplo, a questão de estadia, muita gente veio de fora de São Paulo, então uma pessoa que já trabalha em rede de hotéis cuidou dessa parte.

Cada dia do evento teve em média 1.200 pessoas e contamos com cerca de 1.400 para o sábado, pois abrimos como exceção para aqueles que virão somente nesse dia.

Ofereçam-nos outro local para o evento com capacidade para 3mil pessoas, porém teríamos que reduzir o custo do ingresso do evento para alcançar esse público todos os dias e em um feriado prolongado, e teríamos que arrecadar mais dinheiro para oferecer algo dessa qualidade em um local 2 vezes maior. Preferimos então preservar a qualidade em todos os sentidos, pregadores, bandas, alimentação, limpeza, qualidade visual e de som, técnicos, fácil acesso e estacionamento e o espaço físico em si.

Instituicional

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