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Ciência & Saúde

Educação religiosa na infância está ligada a melhor saúde e bem-estar na idade adulta

Estudo foi produzido por pesquisadores de Harvard.

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Menino com a Bíblia na mão. (Photo by Ben White on Unsplash)
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Segundo um estudo da Escola de Saúde Pública Chan Chan, de Harvard, participar de práticas espirituais durante a infância e adolescência pode ser um fator de proteção para uma série de resultados de saúde e bem-estar no início da vida adulta.

As informações fazem parte da Harvard T. H. Chan School of Public Health divulgado em 2018, onde pesquisadores descobriram que pessoas que frequentavam serviços religiosos semanais ou praticavam orações ou meditações diárias quando eram mais novos apresentaram maior satisfação com a vida e positividade em seus 20 anos.

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Isso porque essas pessoas tinham menos probabilidade de apresentar sintomas depressivos, fumar, usar drogas ilícitas ou ter uma infecção sexualmente transmissível. Esses resultados foram comparados com pessoas criadas sem hábitos religiosos ou com hábitos menos frequentes.

“Essas descobertas são importantes tanto para nossa compreensão da saúde quanto para nossa compreensão das práticas parentais”, disse a primeira autora, Ying Chen, que concluiu recentemente sua bolsa de pós-doutorado na Harvard Chan School.

“Muitas crianças são criadas religiosamente, e nosso estudo mostra que isso pode afetar poderosamente seus comportamentos de saúde, saúde mental e felicidade e bem-estar geral”, completou a pesquisadora no site da instituição.

Para chegar nesta conclusão foram usados dados de saúde de mães no Nurses ‘Health Study II (NHSII) e seus filhos no Growing Up Today Study (GUTS). A amostra incluiu mais de 5.000 jovens que foram acompanhados por entre 8 e 14 anos. Os pesquisadores controlaram muitas variáveis, como saúde materna, status socioeconômico e histórico de abuso de substâncias ou sintomas depressivos, para tentar isolar o efeito da educação religiosa.

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Os resultados mostram que as pessoas que frequentavam os serviços religiosos pelo menos uma vez por semana na infância e na adolescência eram aproximadamente 18% mais propensos a relatar mais felicidade quando adultos (entre 23 e 30 anos) do que aquelas que nunca frequentaram espaços religiosos. Eles também foram 29% mais propensos a serem voluntários em suas comunidades e 33% menos propensos a usar drogas ilícitas.

“Embora as decisões sobre religião não sejam moldadas principalmente pela saúde, para adolescentes que já possuem crenças religiosas, incentivar o atendimento e práticas privadas podem ser caminhos significativos para proteger contra alguns dos perigos da adolescência, incluindo depressão, abuso de substâncias e risco. Além disso, essas práticas podem contribuir positivamente para a felicidade, o voluntariado, um senso maior de missão e propósito e para o perdão”, disse Tyler VanderWeele, um dos pesquisadores.

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