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Ed René Kivitz: “Pecado é o que desumaniza”

Pastor participou do programa Provocações, da TV Cultura

Neto Gregório

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Ed René Kivitz. (Foto: Reprodução / Youtube)

Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista de Água Branca (Ibab), conversou com o apresentador Marcelo Tas, no programa Provocações da TV Cultura. Kivitz demonstrou suas posições sobre a igreja evangélica brasileira, pecado e política.

Na primeira pergunta – já enviesada, Taz questiona a quantidade de “pastores trambiqueiros” no Brasil. Para Kivitz, a igreja evangélica nada mais é que um recorte da sociedade e que, por isso, seria normal pessoas de má índole no meio da igreja. “Ser trambiqueiro é um ‘privilégio’ da raça humana”, afirmou.

Sobre a quantidade de igrejas no Brasil, o pastor afirmou que a igreja evangélica é “uma das ofertas da conexão com o sagrado, com o divino”. Ele diz que as pessoas estão em busca dessa conexão e que isso se reflete no número de denominações evangélicas.

Pecado

Sobre a prática homossexual ser pecado, o pastor afirma que “assim diz a igreja há dois mil anos”. “A minha mentalidade não cataloga pecado dessa maneira”, assevera. “A gente pode pensar pecado de outras maneiras… tem coisas que para você é pecado e para mim não é”, diz.

Entrando num campo complexo, Ed acredita que “pecado é o que desumaniza. É o que me destrói e que destrói a nossa relação”.

O pastor diz que sua igreja é frequentada por vários homossexuais, mas não deixa claro se há um direcionamento para saída de tal condição.

Política

Kivitz afirma que o governo brasileiro, liderado por Jair Bolsonaro, acredita em um “Deus tribal”. “A Bíblia faz com que Deus saia de um monopólio étnico – que é o povo hebreu, para se tornar o Deus de toda raça, tribo, língua e nação. É um Deus não tribal”, explica.

O pastor diz que não é antibolsonarista, mas é um crítico do governo. “Eu sou um crítico de todo o governo com índole totalitária”, afirma. Ele diz que fez críticas ao governo petista, mas que o problema está nessa “discussão binária”.

Também acredita que houve um “equívoco histórico” ao associar um espectro ideológico ao monopólio da virtude. “Criou-se na nossa cultura brasileira a ideia de que ser de esquerda é ter virtude moral e que ser de direita é ser pró-ditadura, pró-tortura, pró-fascismo etc.”, afirma.

Drogas, aborto e casamento gay

Apesar de criticar a “discussão binária”, todos os posicionamentos de Kivitz o colocam à esquerda.

Questionado sobre temas polêmicos, o pastor afirma ser a favor da descriminalização das drogas.

Sobre aborto, diz que é “contra o aborto, mas a favor da descriminalização”. “Eu não posso criminalizar aquele que não tem a mesma fé que eu tenho”, enfatiza.

“Mesmo achando que estão pecando”, se diz a favor do casamento gay.

Assista:

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