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testemunhos

Diagnosticado com autismo, pastor decide não abandonar ministério

Robert Beamish recebeu diagnóstico aos 40 anos e foi orientado a abadonar ministério.

Michael Caceres

em

Robert Beamish
Pastor Robert Beamish (Reprodução)

Aos 40 anos, o pastor Robert Beamish, da Prince’s Drive Baptist Church, no País de Gales, foi diagnosticado com autismo, sendo orientado pelo psicólogo a abandonar o ministério e procurar outra carreira. O diagnostico tardio passou uma barreira que, supostamente, o impediria de exercer o ministério pastoral.

No entanto, o pastor sempre teve convicção de que os rótulos não podem ser algo que moldam a vida das pessoas ou que determina suas decisões, tornando-se mais um obstáculo. “Isso era o que eu mais temia quando fui diagnosticado com autismo na casa dos quarenta”, disse.

Em seu testemunho ao Premier Christianity, Beamish conta que foi ordenado pastor batista aos 22 anos, tendo ocupado funções de ensino e ministério em igrejas. “Fiquei muito chocado quando o psicólogo afirmou que, dado o meu diagnóstico e o que ele tinha visto, talvez fosse melhor para o meu bem-estar geral procurar outra carreira”, lembra.

Robert Beamish afirma que tem sido ministro de uma igreja durante a maior parte de sua vida adulta, então ele diz que uma mudança seria algo extremo para ele, além de considerar que deveria confiar na provisão de Deus. Ele então decidiu permanecer no ministério.

“Decidi permanecer em meu papel como ministro, mas minha avaliação clínica destacou uma série de questões em torno da minha saúde mental que acredito ter me ajudado a estabelecer limites melhores, o que acabou me levando a ser mais eficaz no serviço aos outros”, disse.

Ele reconhece o peso do ministério, afirmando que apesar das alegrias, sabe que pode ser exaustivo e opressor na maior parte do tempo. O pastor agora precisa andar com o que chama de “passaporte de comunicação”, onde apresenta orientações sobre como as pessoas podem se comunicar melhor com ele.

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