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Mundo Cristão

“Deus não é homem nem mulher”, defende líder da Igreja Anglicana

Catecismo da Igreja Católica segue a mesma linha, lembra especialista em História do Cristianismo

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Justin Welby e Papa Francisco
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O arcebispo Justin Welby, líder mundial da Igreja Episcopal Anglicana, defende que a linguagem humana é inadequada para descrever a divindade cristã. Apesar do uso de termos como “rei” e “Senhor”, ele defende que Deus “não é homem no sentido humano”.

Assim como outros líderes da igreja na Europa, pede aos cristãos que evitem rotular Deus como “ele”. “Toda linguagem humana sobre Deus é inadequada e até certo ponto metafórica. Deus não é pai exatamente da mesma maneira que um ser humano é pai. Deus não é homem ou mulher. Deus não é definível”, afirmou em uma audiência na igreja Saint Martin-in-the-Fields, em Trafalgar Square, Londres, de acordo com o Daily Mail.

“É extraordinariamente importante que nos lembremos que a revelação definitiva de quem Deus é não foi em palavras, mas na Palavra de Deus a quem chamamos Jesus Cristo. Não podemos limitar Deus”, insistiu.

O assunto vem sendo tratado pela liderança anglicana nos últimos meses. A denominação congrega mais de 80 milhões de fiéis em todo o mundo.

Catecismo católico

Uma pesquisa do Instituto YouGov revelou que 41% dos cristãos britânicos concordaram que Deus “não tem um gênero humano”, embora a maioria se refira a Deus como homem.

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O renomado professor de história do Cristianismo na Universidade de Oxford, Diarmaid MacCulloch, argumenta que “A imagem convencional e impensada de Deus como homem existe desde o surgimento do cristianismo, mas Deus está além dessas coisas. A razão pela qual Deus tem sido visto como homem é simplesmente os pressupostos patriarcais dessas sociedades… Eles procuraram por termos masculinos, já que as pessoas com poder no mundo greco-romano eram homens”.

Para ele, o líder da Igreja Anglicana está certo em sua percepção, pois “o mundo agora é diferente e temos que mostrar que nossa visão de Deus é mais ampla e não ficar presos a termos arcaicos.” Conforme o estudioso, essa também é a percepção da Igreja Católica, que afirma no artigo 370 do seu Catecismo: “Deus não é nem homem nem mulher. Deus é puro espírito, no Qual não há lugar para a diferença de sexos. Mas as ‘perfeições’ do homem e da mulher refletem qualquer coisa da infinita perfeição de Deus: as duma mãe e as dum pai e esposo”.

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