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“Deus está nos desacelerando para construir um relacionamento mais profundo”, afirma pastor

Robson Mafra fala sobre o papel da igreja em meio à pandemia e o que Deus está dizendo ao mundo.

Neto Gregório

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Pastor Robson Mafra (Divulgação)

Continuando a nossa série de entrevistas com líderes e pastores de diversas denominações para entender o momento que estamos vivendo, como a igreja deve se portar e o que Deus está dizendo ao mundo, conversamos com o pastor Robson Mafra.

Mafra é casado com Jeanne e pai de Gabriela e Rafael. Formado em teologia pela Unicesumar, e pós-graduando em gestão de pessoas, é pastor sênior da Comunidade Ágape, em Itajaí (SC).

Para ele, o papel na igreja neste tempo é, acima de tudo, transmitir paz às pessoas.

Ele contextualiza sobre a ansiedade e o medo que tem tomado conta da população, por causa da pandemia de coronavírus, e lembra que a igreja tem um papel de mostrar esperança e uma que “vê além das circunstâncias”.

Deve-se, cita o pastor, aproveitar o momento em que “as pessoas estão mais sensíveis, no aspecto emocional” para apresentar a elas a Palavra de Deus, enfatizando a grande comissão dada por Jesus.

Mafra também destaca a intercessão pelas autoridades e profissionais da saúde por sabedoria e direcionamento, e o apoio social aos mais vulneráveis.

Robson Mafra segura bandeira do Brasil em culto (Divulgação)

O que podemos aprender?

O pastor entende que por muitos anos “não houve evolução – ou ela foi muito pequena – na forma de transmitir o evangelho, nem na forma de se reunir como igreja”.

Por isso, a pandemia tem ensinado -forçadamente – que são necessárias algumas mudanças nesses aspectos.

Afirma também que está mais evidente nesse momento que “o problema de um é o problema de todos” e que a simbologia de um corpo ensinada na Bíblia a respeito da igreja está sendo enfatizada.

“Qualquer problema com uma parte do corpo acaba reverberando em todo o organismo”, explica.

O que se modificará?

“Ficou mais claro para todos que igreja são pessoas e não prédios”, afirma.

O pastor espera que a quarentena e o isolamento social diminuam a importância dos espaços físicos, e que essa verdade seja estabelecida.

“Ser igreja é estarmos juntos, e, caso não seja possível fisicamente, estarmos unidos digitalmente”, enfatiza.

Ele acredita que o distanciamento fará com que as pessoas valorizem mais as reuniões presenciais, tanto em casa como no templo.

Robson Mafra na Com.Ágape (Divulgação)

Estamos preparados?

“Estamos nos preparando. Todos foram pegos de surpresa”, afirma.

O pastor lembra que a “igreja é um luzeiro, um portal de esperança e abrigo em tempos difíceis”. Por isso, “a igreja tem que estar atenta que Deus não foi pego de surpresa”.

Mafra explica que a responsabilidade e a preocupação de atender o mundo, independente de como ele estiver, sempre foi da igreja. “Ela tem uma palavra de fé, um lugar onde as pessoas olhem e encontrem esperança”, diz.

As pessoas precisam ver nos cristãos um “pessoal unido em amor, ajudando o próximo, agindo com sinceridade e espalhando esperança”.

“A igreja com certeza está ajudando o mundo a atravessar esse momento de pânico”, completa.

O que Deus está dizendo?

“Vocês estão acelerados demais”, afirma.

“Ninguém constrói um relacionamento profundo e íntimo com Deus dessa maneira”, explica.

Para o pastor, a pandemia tem exposto a fragilidade e a limitação do ser humano e evidenciado nosso egoísmo.

O teólogo conclui dizendo que o momento atual lembra os avisos de Deus sobre o fim dos tempos deixados na Bíblia e que é tempo de “se preparar para um avivamento”.

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