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Opinião

Deputados: Ou cortem na própria pele ou não atrapalhem

Que abram mão daquele monte de regalias e reduzam os próprios salários.

Michael Caceres

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Câmara de Deputados. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A classe política brasileira ainda vive no país das maravilhas. Não aquele da obra infantil de Charles Lutwidge Dodgson, publicada em 1865, mas naquele onde os privilégios são sem limites e seus ganhos exacerbados estão garantidos. Na maravilhosa terra tupiniquim, no país onde eles fazem o que querem e ignoram quem os elegeu.

Essa turma pensa que engana com esse repentino interesse pela “saúde do brasileiro”. Não me deixo enganar! Basta lembrar alguns tratamentos destes deputados e senadores com estética, como no caso dos dentes a preço de ouro de Marco Feliciano (Podemos-SP). Até tentam esconder esses gastos, a revelia da Lei de Acesso à Informação.

Pois bem! Se querem dar pitaco na forma como os governos devem tratar a crise, então que comecem cortando na própria pele. Que abram mão daquele monte de regalias e reduzam os próprios salários. Aproveitem para oferecer o fundão da vergonha, aquela dinheirama que abasteceria os partidos nas eleições.

Querem posar de bons moços? Acabem então com a imoralidade com o dinheiro público, cortando verbas de gabinete, gastos com telefone e com restaurantes. Somente o fundo partidário corresponderia a R$ 2 bilhões para reforçar o combate ao coronavírus. Uma quantia que cairia bem na crise que estamos entrando.

O conselho também é válido para os membros do Judiciário. Esse poder intocável da República, onde se vê juiz ganhando mais de R$ 100 mil mensais e subprocurador reclamando de salário de R$ 42 mil. Eles também precisam abrir mão das regalias, como auxílio moradia, lagostas, vinhos e outros deboches.

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