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Opinião

Democracia em vertigem: a mentira petista perdeu novamente

Da próxima vez, que tal dizer a verdade?

Maycson Rodrigues

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Petra Costa. (Foto: Reprodução / TNT)

Quando você se propõe a documentar a história, tem a responsabilidade de se ater aos fatos e não construir narrativas da própria cabeça para que faça algum sentido ao público. Não foi o caso do documentário “Democracia em Vertigem”. O que temos foi uma tentativa esdrúxula de falsear a verdade em nome da preferência político-partidária da diretora, Petra Costa.

O vestido vermelho no tapete do Oscar, os cartazes de militantes juvenis e o apoio maciço de políticos, artistas e jornalistas petistas só aumentaram a amplitude do cenário patético; a derrota no evento foi completa, até no nível estético.

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Faltou à Petra senso de proporção da realidade. Faltou o básico: chamar o branco de branco e o preto de preto.

Dizer que as manifestações de rua pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff não passou de uma orquestração do PSDB com a liderança do senador Aécio Neves, derrotado nas eleições presidenciais de 2014, é cometer o erro que chamamos na área do saber do direito de “nexo de causalidade”, que é o estabelecimento da relação entre uma causa e sua consequência; ou seja, se determinado fato realmente causou certo resultado.

A maioria dos brasileiros que são sensatos e não tão apaixonados politicamente sabem que o engajamento pelo impedimento da presidente petista foi orgânico, uma reação legítima a um governo mergulhado em escândalos de corrupção e que conseguiu levar o país a níveis de violência e desemprego inimagináveis.

Afirmar que tudo foi uma tentativa de golpe da “direita pueril” não passa de significar uma forma ruim de lidar com a realidade dos fatos.

Da próxima vez, que tal dizer a verdade? Que tal fazer a bendita da autocrítica e reconhecer que o Partido dos Trabalhadores perdeu sua razão de existir e passou a servir aos interesses próprios? Em tempos de polarização, a simples indicação ao Oscar significa um disparate sem tamanho por parte dos que avaliaram tal obra.

E vai um recado aos defensores desta obra ficcional com capa de “documentário”: não, a indicação por si só não representa vitória alguma. A mentira perdeu e vocês precisam aceitar isso. Sejam mais realistas. Parem de reclamar de quem achou legal a derrota no Oscar porque tal postura é cínica e imatura.

Como sugeriu o Danilo Gentili no Twitter, agora a Petra Costa poderia fazer um documentário sobre “sua vitória no Oscar”. Quem sabe ela não vença ano que vem?

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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