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Política

Delator diz que entregou R$ 5 milhões para Crivella

“Apoio financeiro” ao atual prefeito do Rio teria começado há mais de uma década; ele nega.

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Marcelo Crivella
Marcelo Crivella. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Tendo sido preso mais de uma vez pela força-tarefa da Lava-Jato, Jacob Barata Filho, chamado de “o rei do ônibus” no Rio de Janeiro, tem feito uma série de delações. Se comprovadas, elas podem ter um grande impacto no cenário político nacional.

Ele afirma que um ex-assessor do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, teria recebido alguns milhões de reais para “influenciar” um julgamento. O ministro nega.

Segundo a revista Veja, entre os 30 anexos da proposta de delação de Barata Filho, são ciados nomes de diferentes políticos, como o ex-governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

O semanário revela que entre 2008 – quando foi candidato ao cargo pela segunda vez – a 2016, quando acabou eleito, Crivella recebeu mais de 5 milhões de reais de empresários de ônibus. Dentre as doações ilegais, chamadas por Barata Filho de “apoio financeiro”, 2 milhões de reais foram para o caixa dois da campanha.

O dinheiro, em espécie, foi entregue a Mauro Macedo, primo de Edir Macedo, e que trabalhava como tesoureiro da campanha de Crivella.

Em nota, o prefeito, reitera que “não recebeu doações de empresários do setor de ônibus, que não fez uso de caixa dois e que todas as suas contas de campanhas foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro”. Crivella denuncia ainda o que chama de “onda de denuncismo”, que “parece uma ação política orquestrada de forma sórdida”.

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