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Internacional

Defensor da liberdade religiosa em Cuba é preso e relata dias na prisão

Uma semana de detenção o fez perceber que é preciso redobrar a luta em defesa dos perseguidos

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Ricardo Fernandez Izaguirre. (Foto: Christian Solidarity Worldwide)

O defensor da liberdade religiosa em Cuba, Ricardo Fernández, foi preso de forma arbitrária em 12 de julho na sede das Damas de Branco em Havana onde ele documentava algumas violações da liberdade de religião ou crença.

Em seu depoimento, publicado pelo Christian Today, o cubano relata como foram sete dias que ele esteve preso e também falou sobre suas atuações em busca dos direitos de homens e mulheres que são perseguidos por questões religiosas no seu país.

Fernández diz que há grandes desafios para os defensores de liberdade de religião ou crença em Cuba: um deles é o medo das vítimas que muitas vezes se recusam a relatar suas experiências; outro problema é a própria repressão das autoridades contra os defensores.

“Em 12 de julho, sofri essa repressão do governo em sua forma de uso pessoal, quando fui aprisionado a terminar de documentar um caso e quando estava saindo da casa da vítima. Foi a primeira vez que um par de algemas se fechou ao redor dos meus pulsos. Pela primeira vez, vi a realidade das prisões de Cuba por dentro e fiquei horrorizado com os maus tratos e a desumanização que os prisioneiros sofrem”, declarou.

“Vivi a desolação produzida pela incerteza: minha família não sabia onde eu estava. Minha segunda filha mais velha, que estava esperando para passar as férias comigo, ficaria desapontada, e todos os meus planos pessoais haviam desmoronado. Mas apesar disso, o melhor foi que eu vi que Deus estava lá comigo e pude compartilhar meu testemunho com meus captores, bem como com aqueles que se encontravam aprisionados junto comigo”, relatou.

Apesar do que passou, Fernández redobrou suas forças para lutar pelos perseguidos. “O governo não pode nos separar de Deus, mesmo que isso aprisione nosso corpo”, disse ele.

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