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Internacional

Defensor da liberdade religiosa é solto após prisão arbitrária em Cuba

O ativista é responsável por documentar mais de 60 violações da liberdade de religião ou crença em Cuba

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Ricardo Fernandez Izaguirre. (Foto: Christian Solidarity Worldwide)

No dia 12 de novembro o defensor da liberdade religiosa em Cuba, Ricardo Fernández Izaguirre, foi preso de forma arbitrária. Sua esposa foi informada que ele ficaria quatro dias preso e incomunicável.

O motivo da prisão não foi informado, mas as autoridades o libertaram quase 30 horas depois, ameaçando-o de um processo criminal.

Liberto, Izaguirre descreveu ao site Christian Solidarity Worldwide (CSW) que ele ficou preso na delegacia de Camagüey, em uma cela sem janelas, “muito pequena e desconfortável”.

“Eu não sabia se era dia ou noite porque não podia ver do lado de fora, havia apenas uma luz muito forte que ficava acesa o tempo todo”, revelou ele ao CSW, alegando ter tido o óculos removido, o que lhe causou fortes dores de cabeça por conta do seu problema de visão.

Fernández Izaguirre também contou à CSW como ele foi repetidamente levado de um lado para o outro entre sua cela intensamente quente e uma sala de interrogatório extremamente fria e com ar condicionado. Durante os interrogatórios, ele foi repetidamente ameaçado por vários oficiais, incluindo um tenente-coronel e um ancião.

O ativista é responsável por documentar mais de 60 violações da liberdade de religião ou crença (FoRB) este ano e foi anteriormente detido e mantido sem acusação em julho. Ele ficou incomunicável por quatro dias e liberado após dez dias.

Logo após essa experiência, ele expressou preocupação à CSW pelo fato de o governo cubano tentar fazer uma ação criminal contra ele, preocupações que pareciam ser confirmadas quando muitos de seus vizinhos e colegas relataram que os agentes de segurança do Estado cubano faziam perguntas sobre ele.

“Mantive minha posição e mantenho-a hoje”, acrescentou o Izaguirre. “Eles podem fazer o que quiserem comigo, mas não vou parar de defender os direitos dos cidadãos cubanos à liberdade de religião ou crença”, disse.

“Embora seja com satisfação que saibamos a libertação de Ricardo Fernández Izaguirre, ele nunca deveria ter sido preso”, disse Anna-Lee Stangl, chefe de defesa da CSW. “As autoridades cubanas não devem criminalizar a defesa pacífica dos direitos humanos e permitir que Fernández Izaguirre continue seu trabalho de defesa da liberdade de religião ou crença para todos, sem mais interferência ou obstrução. Instamos a comunidade internacional a continuar monitorando de perto seus casos e os de outros defensores dos direitos humanos enquanto realiza seu trabalho corajoso, mas arriscado”.

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