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Opinião

De Guarani-Kaiowá a LGBT

Uma vez modinha, sempre modinha.

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E a galera que um dia foi Guarani-Kaiowá agora é arco-íris no Facebook. Qual a novidade? Uma vez modinha, sempre modinha. Já eu continuo com minha cara feia estampada no avatar, meio escondida, que é para não agredir visualmente os amigos virtuais. E dane-se todo o resto!

O fato dos EUA descer mais um degrau rumo à derrocada cultural que vive a Europa hoje, com a Suprema Corte legislando tal qual o STF do Bananão, não significa muito. Quem esperaria mais de gente que elege Barack Obama? Fica um pesar, claro, pela outra metade do país, composta por aqueles que recusam o padrão “novaiorquino” de ser, que preservam tradições e costumes que balizaram a fundação do país.  Estes, tenho certeza, não mudam seus avatares — se é que possuem conta em rede social — quando alguma causa política é decidida em seu favor. É gente que pensa mais do que sente, afinal. Que enxerga o precedente que a Suprema Corte americana abriu ao assumir um papel que é do Legislativo e sobrepor-se às constituições estaduais,  e que sabe, como eu, que muita água ainda passará debaixo dessa ponte.

O aborto “recreativo”, talvez a segunda pauta mais significativa na agenda cultural da Esquerda no mundo, nos EUA já foi liberado em 1973. Mais de 40 anos atrás! O que fazem os conservadores americanos (esse é o momento do texto que você, brasileiro idiota, dá seu costumeiro chilique por ter lido a palavra “conservadores”) desde então? Protestam, usufruindo da liberdade que lhes cabe. Articulam-se. Votam em quem pensa como eles. E quando é, desde a liberação, que tais protestos foram mais fortes? Justamente agora, anos e anos depois, quando o mundo assiste a agenda cultural da esquerda triunfar aqui, ali e acolá.

É uma guerra sem perspectiva de fim, e por isso mesmo é atraente por demais. Não pensem vocês, adolescentes de 30 anos, que deram um finisher em Silas Malafaia, Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e Eduardo Cunha. Não deram, estão longe de dar. Sua comemoração ficará somente no Facebook mesmo, essa terra maravilhosa que lhe permite block e seleção de amizade, excluindo você do mundo real onde grandes oradores, com argumentação afiada, “engolem” deputados progressistas sem nem mastigar. Ou não foi o que Silas Malafaia fez com a bruaca da Érika Kokay ontem (25/06/2015), na comissão especial que discute o “Estatuto da Família”?

Mudar seu avatar no Facebook, escrever “Chupa Malafaia!” ou mesmo compartilhar um tweet do esquerdista Barack Obama comemorando a decisão da Suprema Corte americana em favor do casamento gay não vai mudar o fato de que, dia após dia, Malafaia está dando uma surra na escumalha petista, psolista et caterva, aqui no Brasil. Eu sei, você queria muita que ele se calasse depois dessa, mas simplesmente não acontecerá. Como não se calam os conservadores americanos, que são bem mais “nutridos” intelectualmente que o Malafaia e, naturalmente, fazem “estrago” bem maior. Pare para ler ou ouvir Thomas Sowell, Ben Carson, Bill O’Reily, Rush Limbaugh, Ann Coulter, Ben Shapiro ou mesmo o libertário Rand Paul, que é contra o casamento gay e a favor da união civil entre dois adultos com o nome que quiserem dar para ela, sem que o estado necessariamente os acompanhe nesta nomenclatura.

A maioria dos citados são desconhecidos do grande público no Brasil, suas obras não são traduzidas para português, pois aqui, ao contrário do que você pensa, com seu avatar colorido, ser conservador que é nadar contra a corrente. Mas tenho certeza que, inteligente como todo sujeito progressista pensa ser, você conhece bem inglês e não fará mal em “gastá-lo” para conhecer essa turma. Se realmente travar contato com tais seres, independente da pauta do casamento gay, de repente descobre que Silas Malafaia, e quem mais no Brasil mantenha discurso parecido, não é nenhum ET. Descobrirá também que não é nenhuma viagem escrever que os EUA, maior democracia do mundo, “tem sua estrutura baseada em princípios cristãos”, como fez o Pastor Malafaia no Twitter. Independente do que diga o pior presidente e a pior Suprema Corte da história do país.

Nota de rodapé: Fim do texto mal criado. Voltarei aos meus livros, que é o melhor que posso fazer em dias tão tortuosos, com avatar intacto, esperando a civilização voltar para os trilhos antes que os muçulmanos vençam uma outra guerra muito maior do que essa que travamos dentro de “casa”.

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