Siga-nos!

Sociedade

Damares sinaliza ser contra indenização de Dilma; ex-presidente diz que é seu direito

Dilma já recebeu indenização dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

em

Dilma Rousseff (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O pedido de pensão por ter sido presa e torturada durante o regime militar feito pela ex-presidente Dilma Rousseff será analisado pela ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, da Família e Direitos Humanos que é responsável pela Comissão de Anistia.

Ao comentar o assunto, Damares sinalizou ser contra o pagamento de R$ 10.735,44 porque Dilma já recebeu indenização pelo mesmo motivo dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

“Já está indenizada três vezes pela dor e pelo sofrimento que ela passou”, disse Damares.

Mas em nota divulgada nesta terça-feira (5), Dilma diz que é seu direito receber a pensão e diz que o governo de Jair Bolsonaro “trata adversários políticos como inimigos”.

“Uma figura do atual ministério declarou à mídia que vai negar meu pedido de indenização porque eu já havia recebido tal indenização dos três referidos estados [São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais]. Não me surpreende. Este governo trata os adversários políticos como inimigos e a inimigos não se indaga nem se questiona as razões”, declarou ela se referindo à Damares.

Segundo a ex-presidente, a Comissão de Anistia do Governo Federal, criada em 2002, deduz dos pensionistas os valores recebidos dos estados, ou seja, o valor já pago para ela seria retido.

Ela ainda reafirma seu direito de receber a pensão para reparar o que sofreu. “Reafirmo ter sido vítima da tortura e da brutalidade da ditadura militar, como centenas de outros jovens e velhos militantes de esquerda. Muitos perderam suas vidas naquele período. O que é meu por direito não poderá ser negado pela história e pela Justiça”.

Publicidade