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Política

Damares Alves é criticada por defender criacionismo

Vídeo antigo da pastora é usada pela Globo para tentar ridicularizar fé da ministra

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Damares Alves. (Foto: Reprodução)

O jornal O Globo voltou a usar um vídeo antigo de Damares Alvez, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, para gerar polêmica. Em uma entrevista a um canal cristão em 2013, ela falou sobre a teoria da evolução. Discorrendo sobre o tena, lamentou que a narrativa bíblica perdeu influência nas escolas.

“A Igreja evangélica perdeu espaço na história. Nós perdemos o espaço na ciência quando nós deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos. Quando nós não fomos ocupar a ciência. A Igreja evangélica deixou a ciência para lá e vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha. Cientistas tomaram conta dessa área”, explica Damares que falava como pastora.

Parte do vídeo foi reproduzido no Jornal Nacional, mas com distorções. O programa afirmou, por exemplo, que o vídeo não tinha data e não explica que ela não se posicionava como ministra de Estado.

Em nota oficial, o Ministério explicou que “a declaração ocorreu no contexto de uma exposição teológica que não tem qualquer relação com as políticas públicas que serão fomentadas pela pasta”. Mesmo assim, nas redes sociais o assunto foi amplamente explorado, gerando críticas a ela e acusações que ele iria impor o criacionismo nas escolas. Ela sequer teria esse poder, uma vez que isso seria uma atribuição do Ministério da Educação.

Teoria polêmica

Criada por Charles Darwin, a teoria da evolução, é ‘norma’ no meio científico há mais de um século. O pressuposto é que todos os seres humanos sofreram mudanças evolutivas ao longo do tempo. A percepção é que o homem é um descendente longínquo de espécie que viveram há mais de 6 milhões de anos.  A Bíblia fala sobre o criacionismo, relatando que Deus criou todas as coisas e que os seres humanos são diferentes dos animais.

Em países, como os Estados Unidos, existem movimentos que advogam a necessidade de se ensinar nas escolas tanto o evolucionismo quando o criacionismo, algo que sempre gerou polêmica.

No Brasil, um dos maiores críticos à teoria da evolução é Adauto Lourenço, mestre em Física pela Clemson University (EUA). Ele tem vários livros publicados sobre o tema e sempre enfatiza que não há evidências inegáveis desse processo, por isso continua sendo chamado de “teoria”.

“A quantidade de evidências mostrando que a evolução nunca aconteceu, no registro fóssil, na genética, na biologia, nos processos naturais, é esmagadora. Continua sendo ensinado aquele mecanismo de forçar a pessoa a aceitar por intimidação. Hoje um aluno não pode mais dizer que não concorda com isso”, afirma Lourenço.

“Se é teoria, é porque não foi provada ainda”, o físico destaca. “É por isso que ela tem o nome de Teoria da Evolução. Tecnicamente, não deveria nem mesmo levar o nome de teoria, deveria ser ‘Hipótese da Evolução’. Porque teoria necessita ser testável, e a evolução não é testável”, lembra.

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