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Sociedade

Cristolândia inicia trabalhos em Porto Velho

Quem vai acompanhar as ações na capital de Rondônia é Diego Machado, filho do criador do projeto.

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O projeto Cristolândia, que oferece suporte e tratamento para usuários de drogas, começou a funcionar em Porto Velho (RO) há dois meses com a coordenação do pastor Diego Gabriel de Assis Machado, de 30 anos, filho do pastor Humberto Machado, 55, fundador do ministério.

A história de Diego tem muita ligação com os trabalhos que a Cristolândia tem desenvolvido no Brasil, não só por ser filho do fundador, como por presenciar a luta de seu pai em deixar as drogas.

“Meu pai já foi das drogas. Meu pai foi preso 16 vezes por tráfico. Hoje ele é meu exemplo”, conta o pastor.

O pastor Humberto conheceu as drogas aos 12 anos de idade, quando fugiu de casa e foi morar nas ruas de Salvador. Para sobreviver e sustentar o vício ele roubava e trafica drogas.

Foi nesta época que ele conheceu sua esposa e logo a viciou em drogas. A mãe de Diego só deixou o consumo de entorpecentes quando engravidou e só após o seu nascimento é que Humberto conseguiu ajuda para se livrar do vício.

Foi então que a família conhecer a Cristo e se mudou para São Paulo. O primeiro trabalho de Humberto, que hoje é pastor, foi criar uma barraca e uma tenda no centro da capital paulista para cuidar dos dependentes químicos no bairro conhecido como cracolândia.

“Meu pai foi ousado e corajoso. Alimentava os viciados, cortava o cabelo, dava banho e assim muitas pessoas pediam ajuda e ele foi pensando em uma forma de retirar essas pessoas de lá”.

Foi apenas em 2009 que a Cristolândia nasceu e passou a ter apoio da Primeira Igreja Batista de São Paulo que tem expandido os trabalhos para outras cidades brasileiras. Além de Porto Velho, Rio de Janeiro, Vitória, Brasília, São Luiz, Belo Horizonte, Recife e Salvador também possuem filiais desse trabalho.

Ao longo desses anos mais de cinco mil pessoas já foram retiradas das ruas e estão sendo reinseridas na sociedade conseguindo reencontrar suas famílias ou até mesmo encontrar trabalho conseguindo se manter sem a ajuda da instituição.

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