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Mundo Cristão

Cristãos também são vítimas de perseguição em países com maioria budista

Cinco países de maioria budista estão entre os 50 que mais praticam violência contra cristãos: Mianmar, Laos, Vietnã, Butão e Sri Lanka.

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Igreja cristã no Laos
Igreja cristã no Laos budistas radicais invadem igrejas, interrompem reuniões e hostilizam cristãos. (Foto: Portas Abertas)

No Sudeste Asiático há muitos países onde o budismo é seguido pela maioria da população, assim como em nações comandadas por muçulmanos, os cristãos também são perseguidos e vivem uma vida desafiadora.

Grupos budistas radicais rejeitam a máxima de que o budismo é uma religião de paz e promovem a violência contra minorias religiosas que tentam sobreviver em seus países.

Cinco países de maioria budista aparecem na lista dos 50 países que mais perseguem cristãos no mundo: Mianmar (18º posição), Laos (19º), Vietnã (20º), Butão (33º) e Sri Lanka (46º). Em comparação à lista do ano anterior, a posição desses países subiu, o que mostra que a violência contra cristãos tem aumentado na região.

Nesses países, monges e outros adeptos da religião ameaçam cristãos, invadem reuniões (cultos e missas) e até agredem fisicamente quem confessa Jesus como Senhor. Segundo o ministério Portas Abertas, a pressão e violência aumentam quando o cristão é um ex-budista.

Casos de perseguição

Baham*, um cristão ex-budista do Laos, foi expulso de sua aldeia depois de se declarar cristão. “Meus amigos e família me disseram: ‘você tem que sair da aldeia e ficar em algum lugar onde Jesus esteja. Este lugar não aceita Jesus e não aceitamos nada sobre ele'”, conta.

Nani* (16) e Nha* (17) são irmãs e aceitaram a Jesus no Laos. A conversão das jovens revoltou a família e, um certo dia, elas foram seguidas enquanto iam até a igreja, espancadas pelo próprio pai e ficaram amarradas por quatro dias enquanto seus familiares a pressionaram a negar Jesus. Ela não O negaram e foram soltas.

“Minha família ainda estava muito chateada com a nossa decisão, por isso agiram dessa maneira”, explica Nha.

“Foi muito difícil não obedecer ao nosso pai, mas queremos obedecer a Jesus mais do que a qualquer um. Sabemos que Jesus morreu por nós e não queremos voltar para nossa antiga religião. Mesmo que seja difícil, queremos segui-lo”, diz Nani.

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