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Opinião

Os cristãos contra a causa gay ou o ativismo progressista contra a democracia e a Constituição?

Abner Ferreira

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François Hollande, presidente eleito da França, é a favor do casamento gay, da adoção por casais formados por pessoas do mesmo sexo e da eutanásia, ao mesmo tempo em que se opõe à legalização da maconha.

Durante campanha eleitoral a legalização do casamento gay — “casamento para todos” — era promessa de campanha do presidente François Hollande, que prometeu aprovar a medita no primeiro ano de mandato, mas evitava debater publicamente sobre o assunto, o que irritou os opositores do casamento homossexual.

Quando os opositores começaram a se mobilizar contra as propostas de François Hollande, como o casamento homossexual, o apoio resultou em uma queda de 10 pontos percentuais, chegando aos 55%. E, de acordo com pesquisas, menos da metade dos entrevistados aprovavam a adoção de crianças por homossexuais.

Sob esta pressão, os legisladores desistiram do plano de permitir que lésbicas tivessem acesso à inseminação artificial.

No último dia 13 (domingo), milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra a proposta do governo que transforma a união civil de homossexuais — que é legal no país — em casamento propriamente dito, o que implica, entre outras consequências, a legalização da adoção de crianças por parceiros do mesmo sexo.

O protesto contou com cerca de 350 mil pessoas, de acordo com cálculos da polícia — o que o torna a maior manifestação em Paris em 20 anos —, ou 800 mil pessoas, segundo anunciaram os organizadores.

Entre os participantes estavam jovens, idosos e famílias inteiras, que exibiam faixas como “Não ao casamento unissex” e “Somos guardiães do Código Civil”, e outras bem-humoradas, exibidas por crianças, como “Feito por papai e mamãe”.

O protesto surpreendeu o governo. A marcha partiu de três pontos diferentes de Paris e convergiu para a Torre Eiffel, o fato é que ninguém esperava tanta gente nas ruas por causa de um tema ligado aos costumes tradicionais familiares.

Além de Paris, Lyon e Marseille também forma palco para manifestações. Os manifestantes também usavam camisetas com frases como “um papai, uma mamãe – não se pode mentir às crianças”, ou “você pode me dar quantos papais você quiser, mas nenhum será jamais uma mamãe”.

Composta de católicos, famílias religiosas, políticos conservadores, muçulmanos e evangélicos a manifestação acabou minando nos últimos meses o apoio ao projeto de lei do governo, que muda, é evidente, o conceito de família, e deve ser votado no fim do mês na Assembleia Nacional.

As manifestações francesas é a prova de que o desejo de liberdade que move qualquer sociedade democrática não extrapola os limites dos direitos e deveres, principalmente os da família. Ainda mais quando esta suposta liberdade é imposta através de leis, o que tornou-se típico no Brasil, nisto, afinal, deixamos de ser democráticos para sermos autoritários contrariando o direito que têm as pessoas que discordam de dizer “não”. De todo modo, foi o tema que levou as pessoas à praça, em defesa da família tradicional.

No Brasil está em curso uma lenta e contínua degradação de valores familiares, comandada, acreditem, pelo ativismo falacioso, que toma dos Poderes Judiciário e Legislativo para dar continuidade em sua degradação de valores. Sim, pois o Judiciário acredita que tem o direito de legislar quando o Legislativo não cumpre sua parte. Como no caso do aborto de anencéfalos que ao ser aprovado mudou, na prática, a Constituição e o Código Penal, pois até então somente em caso de estupro e se a mãe corresse risco de morte à interrupção da gravidez era legítima. Um passo largo para a liberação do aborto.

O Supremo Tribunal Federal também legislou no caso do casamento gay. Enquanto a constituição distingue a união civil como aquela celebrada entre “homem e mulher” o STF legisla pelo “principio da dignidade humana”. Uma falácia. Já que este princípio distingue negros de brancos, no caso, por imposição da matéria, do DNA humano, não por gosto ou opção, como no caso da homossexualidade.

No caso do Projeto de Lei 122, os parlapatões favoráveis viram a dificuldade de se aprovar um tema tão polêmico. Mas mesmo pela crítica popular, ainda assim, desejam, inconformados, uma solução favorável para o famigerado projeto. Ameaçaram — não uma, nem duas —, mas por diversas vezes, de levar o texto ao Supremo.

É o comunismo disfarçado de ativismo progressista. Sim, pois valorizam a liberdade desordeira, com perdas de valores morais e valorização de muitos direitos e poucos deveres. Um disfarce na democracia. Onde o direito é imposto e os deveres não serão exigidos.

Quanto aos ideais governamentais no país, o fato, óbvio, é que não existe oposição e quando as correntes de opinião se esmeram em tentar mostrar a verdade a sociedade, são acusados de “antidemocráticos”, de “fundamentalistas”, uma marcha constante do ativismo que não aceita debater em público, afinal, estes temas não tem haver com política. Como assim? Então os governos e governantes que elegemos não nos representam mais? Ou, no caso, os candidatos não precisam responder por questões populares? Ora, é claro que precisam!

Temas relativos a costumes e comportamentos — sexualidade, constituição da família, aborto — são objetos de disputas políticas, isso em qualquer democracia, então devem sim ser debatidos junto à sociedade.

Se não existe oposição política, como é o caso do Brasil, devem sim as correntes de opinião, como os evangélicos e católicos, se manifestar em debates de interesse social.

Além disso, mesmo que surjam os idealizadores de que política e religião não se misturam, afinal, o Estado é laico, a política é sim uma alternativa de valorização dos costumes da família tradicional. É assim na França. É assim nos EUA. É assim na Alemanha.

Uma coisa é certa: sem forças oposicionistas, que valorizem a cultura da sociedade, no caso do Brasil de maioria cristã, não existe democracia.

É evidente que o silêncio dos oposicionistas, salvo raras exceções, coloca em cheque o futuro da família brasileira, o direito de opinião e a liberdade religiosa.

Adoção de crianças por casais do mesmo sexo

Por mais que os argumentos de ativistas homossexuais sejam de que crianças criadas por dois pais homossexuais não possuem quaisquer diferença dos filhos de pais heterossexuais, as evidencias mostram o contrário.

Além dos problemas psicológicos as crianças sofrerão de problemas com relacionamentos, instabilidade no lar, além de uma criação inadequada, tendenciosa e não confiável. Os pais biológicos casados em um relacionamento estável conseguem criar filhos saudáveis e bem ajustáveis.

Os estudos comprovam que a estrutura familiar tradicional é evidentemente mais apropriada para a criação de filhos do que a adoção de casais do mesmo sexo, a criação de filhos com pais solteiros, a criação de filhos com apenas um pai biológico — neste caso com um padrasto ou madrasta —, divórcio, pelo menos um destes casos.

É na estabilidade do lar, no planejamento familiar, a qualidade do relacionamento e os recursos econômicos disponíveis são essenciais para a saúde emocional e física da criança. É a estrutura que cria os ajustes psicológicos que a criança necessita para seu desenvolvimento físico, psicológico e social. O que comprova que a estrutura que determina o padrão de bem-estar dos filhos é o casamento intacto da família biológica

A formação psicológica da criança é estruturada no exemplo de pai e mãe, homem e mulher. As evidências são claras. Um menino criado sem a figura paterna, por exemplo, tende a ter sérios transtornos psicológicos quando atingir a idade adulta.

Mas, o ponto chave é que uma criança tem direito a um pai e a uma mãe, direito violado se ela for entregue a dois homens ou a duas mulheres.

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Atualmente existe uma desvalorização do casamento tradicional. As pesquisas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revelam uma mostra preocupante: O número de divórcios no Brasil chegou a 351.153 em 2011, um crescimento de 45,6% em relação a 2010 (241.122). Isso fez com que a taxa de divórcios atingisse o maior valor desde 1984.

Com este resultado não levará muito tempo para o aumento de lares de pessoas que vivem juntas sem se casarem ser uma ameaça não reconhecida à qualidade e estabilidade da vida familiar tradicional.

Não há discriminação em ser contra o casamento homossexual, até porque a lei é igual para todos, não existe benefícios para o heterossexual não alcançado por um homossexual, porém, destaco que o modelo de casamento eficiente é o casamento heterossexual.

Um casal gay não cumprirá os deveres familiares. Primeiro, porque não podem ter filhos biológicos e evidentemente afetariam a estrutura psicológica da criança se optarem pela adoção, inseminação artificial ou qualquer metodologia para alcançar a prole.

Em segundo lugar, porque querem impor sua prática na sociedade, desvalorizando a família tradicional. Casamento homossexual é um experimento social inédito, nenhuma civilização conhecida permitiu ou relacionou a homossexualidade com o casamento. As sociedades que permitiam a prática homossexual entendiam o casamento como união estável entre homem e mulher abertos a terem filhos.

Razões ideológicas ou práticas sexuais dos cidadãos não são justificáveis para experiências com o modelo social, ou comparações com a família, geração de filhos, educação, etc. Na realidade poucos homossexuais se casam; o objetivo do movimento gay é destruir o matrimônio heterossexual. Mas o movimento homossexual político força a exigência do casamento para mudar a sociedade e eliminar uma instituição, o matrimônio monólogo e por toda a vida, em que não creem.

“Kit Gay”

É evidente que um ambiente favorável à homossexualidade aumentará o número, enquanto que um ambiente desfavorável, no caso a cultura cristã da sociedade brasileira, fará a proporção da prática diminuir. Desta forma os ativistas gays pretendem reeducar a sociedade, impondo seus valores através das crianças.

No kit preparado por Fernando Haddad qualquer criança pode ser gay ou bissexual e não saber, por isso incita-se a experimentação. Uma clara evidencia da apologia ao homossexualismo e depravação sexual e moral.

Concluo

Volto à França. Pouco importa se você é favor do casamento gay ou contra; a favor da adoção de crianças por homossexuais ou contra. O fato é que ao legalizar o casamento homossexual estará, automaticamente, autorizada a adoção por casais do mesmo sexo. Há quem seja favorável ao casamento homossexual e contra a adoção de filhos. É um erro pensar que se vai legalizar o casamento sem a adoção: se se legaliza o casamento, se incluirá sempre a adoção.

Se os homossexuais tem o direito de lutarem pelos seus direitos, nós, os “conservadores”, temos o direito de protestar contra aquilo que não concordamos. Isso é algo natural em uma sociedade democrática. A menos que eles pretendam instaurar um regime de ditatura.

Cristão, advogado, esposo, escritor, discípulo e Presidente da Assembleia de Deus em Madureira.

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