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Cristão paquistanês é condenado à prisão perpétua por “ofensa ao Alcorão”

No Paquistão, qualquer pessoa que se posicione contra o islã é condenado por “crime de blasfêmia”

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Protesto cristão no Paquistão

Em junho de 2015, o cristão paquistanês Yaqoob Bashir Masih foi preso por queimar um livreto que continha versos do Alcorão, o livro sagrado do islamismo. Na época, ele tinha apenas 20 anos de idade. Uma revisão recente do seu caso indica que ele terá de cumprir prisão perpétua.

Falar contra Allah ou ofender a religião islâmica é considerado “crime de blasfêmia”, o que é punível com prisão no Paquistão. Sua família apelou duas vezes para libertá-lo sob fiança, mas o pedido foi negado e ele continua preso.

É muito provável que seu caso se arraste por muito tempo como o de Asia Bibi, também acusada de blasfêmia e que esperou uma década até ver sua condenação revertida.  Radicais islâmicos chegaram a pedir pena de morte para Yaqoob por sua “ofensa ao Alcorão”.

História de Yaqoob

O sobrenome “Masih” não indica laços familiares, no Paquistão. A palavra, na verdade, deriva de Messias e é usada pela comunidade cristã há anos para identificar os homens cristãos.

Segundo informações da Portas Abertas, Yaqoob Bashir Masih tem dificuldades de aprendizagem. Um de seus vizinhos disse que testemunhou quando o jovem apanhou de uma multidão.

O irmão mais velho questionava “Onde está o livro que o imã te deu?”. No meio da confusão, jogaram querosene nele e ameaçaram incendiá-lo se não contasse onde estava o livro.

O cristão confessou que havia queimado o livreto e depois enterrado. Em seguida, a polícia foi informada da confissão e o prendeu.

Cris Beloni é jornalista, teóloga e pesquisadora apaixonada pela Bíblia. Desenvolveu um trabalho de Jornalismo Investigativo Bíblico e é autora do livro Derrubando Mitos.

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