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Convertido, ex-jogador testemunha: “droga é uma coisa demoníaca”

Atleta hoje é membro da Assembleia de Deus Vitória em Cristo

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André Balada na Igreja Quadrangular
André Balada na Igreja Quadrangular. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
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Nascido André Moreira Neles, no mundo do futebol ele ficou conhecido como “André Balada”. Surgido no início dos anos 2000 como um promissor atacante no Atlético-MG, acabou vendido para o Benfica, mas sua vida pessoal e profissional entrou em decadência quando foi emprestado para o Palmeiras em 2003.

Depois de peregrinar por outros clubes, sem sucesso, encerrou encerrou a carreira aos 41 anos, no fim de 2017, jogando pelo Alecrim-RN. Convertido, ele hoje olha para sua história de vida e identifica o alto custo que uma vida desregrada lhe impôs.

Quando chegou ao Figueirense, em 2004, estava em baixa e teve os mesmos problemas do Palmeiras. “Nessa fase, eu tinha um monte de mulheres, mas, graças a Deus, não fiz mais filhos. Essa fase do Figueirense foi a pior porque eu já estava à beira da morte, na verdade. Eu já andava armado, já andava na favela, frequentava casa de traficante, vivia só doidão. E não jogava. Foram os piores momentos da minha existência”.

Contudo, foi justamente no clube catarinense que tudo mudou. O goleiro Gustavo o evangelizou e investiu em sua vida. André conta que só aceitou visitar a igreja do colega após muita insistência. “O Gustavo falou: ‘André, vamos na igreja comigo? Aí eu falei não: ‘Não vou, eu não gosto de crente, não. Não vou mexer com isso, não. Igreja, não’. E eu corri do Gustavo umas quatro, cinco vezes. Eu não queria ir para a igreja de jeito nenhum. Até que um dia o Gustavo falou: ‘Hoje você vai para a igreja comigo’. E eu falei: ‘então, vamos para a igreja'”.

Um culto foi o suficiente. “É onde começa a minha verdadeira história. Eu fui para a igreja e, chegando lá, o pastor falou: ‘Você aí’. Ele nunca tinha me visto na vida. Eu nunca tinha ido para a igreja. Ele continuou: ‘Vem pra frente que eu quero fazer uma oração pra você’. E o pastor colocou a mão na minha cabeça e, na hora que ele botou a mão na minha cabeça, eu caí no chão. Eu não vi mais nada e comecei a chorar. Parecia que tinha um negócio entrando no meu coração, me limpando, me purificando. E eu chorando, chorando. Mas era um choro de alegria, um choro de esperança, um choro de renovação”.

Hoje, identifica que sua decaída foi por causa do vício, que na época em que era jogador negava. “A droga é uma loucura. Você esquece filhos, esposa… Você esquece que tem mãe, que tem amigos, que tem profissão. A cocaína te joga no mundo do abismo e você fica cego, obcecado. E não consegue enxergar mais nada além da droga. É uma coisa demoníaca, entendeu?”

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Batizado, em 2006, na Igreja Evangélica Quadrangular, de Uberlândia (MG). O ex-jogador atualmente frequenta a Igreja ADVEC, em Natal, onde mora. Ligada à Assembleia de Deus, a denominação é liderada pelo pastor Silas Malafaia.

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