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Opinião

Como a extrema-imprensa age e porque você não deveria acreditar nela

Mídia brasileira cria e nega os próprios boatos.

Maycson Rodrigues

em

Jornal Fake News. (Foto: Rawpixel / Envato)

O leitor de um site ou de um jornal é semelhante ao aluno na sala de aula ou o fiel no banco de uma igreja; ou seja, trata-se de um agente passivo, um receptor de informações que pode sim ser categoricamente manipulado.

Com isso, não estou dizendo que todo leitor é manipulável, ou mesmo aluno ou fiel. Porém, sim, muitos o são.

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O trabalho jornalístico é de grande responsabilidade, assim como o docente ou profético. Muitos tomam decisões a partir do que leem ou ouvem; outros podem compartilhar cegamente uma notícia falsa e alguns podem simplesmente serem induzidos ao erro sem que percebam.

O que acontece é que este tem sido o modus operandi da extrema-imprensa. Há quanto tempo você lê e foi convidado a compartilhar na internet que o ministro Sérgio Moro será demitido ou está sendo fritado?

Mais um exemplo. Uma atriz com contrato com o Grupo Globo tem peça com uma irregularidade financeira na Rouanet. Desde 2018 que isso está pendente. A atriz é chamada para integrar o governo Bolsonaro e o que acontece? Um jornal do Grupo Globo publica a matéria com a denúncia. Lembrando que ela provavelmente vai rescindir o contrato para assumir o cargo público, caso se confirme sua decisão de aceitar o convite do presidente.

Percebe como as coisas podem funcionar? A empresa não tinha interesse de investigar nada desta atriz até que ela se envolveu com o Governo que tem boicotado diariamente seus jornalistas e repórteres.

Poderíamos apontar uma série de notícias que são plantadas com base numa “fonte” e que, na verdade, apenas servem de desculpa para, no álibi da liberdade de imprensa e garantia constitucional do sigilo da fonte, simplesmente inventar notícias para que o consumidor – que geralmente tem baixíssimo nível crítico e não costuma ser politicamente cético – compre a ideia e ainda difunda na sociedade como se os fatos fossem verdadeiros.

O que foi a Vaza Jato no ano passado? O que ela trouxe de revolucionário e que mudou o curso histórico do país no combate à impunidade ou corrupção? Quantos políticos criminosos esta legítima série da Netflix de publicações de conteúdo roubado por criminosos o The Intercept Brasil ajudou a prender? Na verdade, o barulho provocado pelo pseudojornalista americano só ajudou a colocar político corrupto na rua.

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Você não deve acreditar na extrema-imprensa porque ela não é confiável e tem demonstrado, de quando em vez [mas sempre], que joga o jogo político e continuamente fará o que lhe é conveniente, ignorando sua missão que é noticiar a verdade dos fatos com uma frequência maior do que você imagina. A extrema-imprensa vai cobrir a prisão do Lula e também publicar matéria de jornalista inexperiente (porém sedento por fama e sucesso) que investigou a esposa do Eduardo Bolsonaro se fazendo de cliente dela, contudo não conseguindo trazer nada de relevante que não seja ganhar “clicks” para o site.

Muitos, pelo “bendito click”, fazem manchetes tendenciosas e sempre no conteúdo colocam “segundo uma fonte” ou mesmo “provavelmente” e você é induzido a acreditar nisso e o pior: compartilhar em todos os grupos de WhatsApp que participa.

Quem vai assumir a responsabilidade das fake news que publicou ou da plantação de uma informação que não se confirmará lá na frente? No fim das contas, os covardes ainda tentam argumentar dizendo que não afirmaram com todas as letras que aconteceria e sim que “era provável”.

A verdade é que muita gente ganha dinheiro nesse esquema que faz um péssimo uso da instrumentalidade democrática para alcançar fins escusos e, neste entremeio, só um perde: você, você mesmo, que acaba sendo mal informado ou mesmo induzido a acreditar em mentiras e conto de fadas.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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