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“Cometa do diabo” passará próximo da Terra no próximo ano

Cometa massivo se aproxima da Terra, mas não deve representar ameaça.

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O “Cometa do Diabo”, duas vezes maior que o Monte Everest, está em rota de colisão com a Terra. Mas, segundo o astrônomo Teddy Kareta, pesquisador pós-doutorado no Observatório Lowell em Flagstaff, Arizona, não deve representar uma ameaça para a humanidade.

“Ele pode ficar brilhante o suficiente para ser visto a olho nu ou com binóculos, mas isso não acontecerá porque ele estará muito perto. Será brilhante por natureza”, explicou.

Nesse sentido, mais conhecido na comunidade científica como 12P/Pons-Brooks, o chamado “Cometa do Diabo” foi descoberto pela primeira vez em 1812 e avistado novamente em 1883. Trata-se de um cometa periódico com um período orbital de cerca de 71 anos. É considerado um dos cerca de 20 cometas conhecidos com um vulcão de gelo ativo, de acordo com a Associação Astronômica Britânica.

Desse modo, os cometas com vulcões de gelo contêm uma mistura de gelo, poeira e gás chamada criomagma e são cercados por gás. O cometa estará em seu ponto mais brilhante para os terrestres no próximo ano, em meados de abril, quando estará a cerca de 232 milhões de quilômetros da Terra.

Segundo Kareta, existe uma chance de que o Pons-Brooks seja brilhante o suficiente para ser visto a olho nu na próxima primavera, mas quase certamente será visível com binóculos ou um pequeno telescópio amador. Ele alerta para a possibilidade de o cometa não receber tanta atenção devido ao eclipse solar total que ocorrerá na mesma época.

De acordo com New York Post, o cometa recebeu o apelido de “diabo” quando astrônomos avistaram “chifres” ao redor de seu núcleo e alguns o compararam à espaçonave Millennium Falcon de “Star Wars”. Os cientistas ainda estão estudando esses “chifres”, que são na verdade caudas de gás e poeira resultantes de explosões incomuns.

Por fim, Kareta explicou que as explosões acontecem quando os cometas se tornam subitamente mais ativos, expelindo gás e poeira em uma taxa aumentada. Os astrônomos estimaram que o núcleo do cometa se estende por 20 quilômetros, aproximadamente o dobro do tamanho do Monte Everest. Comparado a outros cometas, que geralmente têm entre 1 e 3 quilômetros de largura, o cometa é massivo.

“O cometa fica muito mais brilhante e depois volta à sua luminosidade anterior. No caso de Pons-Brooks, essas explosões são realmente muito brilhantes e grandes, o que torna este cometa tão interessante para os cientistas”, explicou.

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