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Mundo Cristão

Choque de gerações: a transformação demográfica das igrejas

Comunidades locais atraem mais jovens, inclusive de outras denominações.

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Cristãos em culto. (Foto: Sarah Noltner / Unsplash)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou os trabalhos para o Censo Demográfico 2020 e a expectativa é que os dados revelem um crescimento dos evangélicos de 10 pontos, em comparação com o último levantamento.

Por trás deste crescimento, as igrejas experimentam uma enorme transformação demográfica, com choque de gerações devido a mudanças, partindo da idade, interesses e atuação, conforme revela o Gospel Prime nesta reportagem especial.

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Durante dois meses o portal analisou a presença de fiéis em diversas denominações, desde as chamadas igrejas pentecostais, igrejas reformadas, com linha calvinista, igrejas neopentecostais e as que são chamadas de comunidades locais.

Nas igrejas pentecostais, que tem maior número de membros no país, a transformação demográfica é percebida pelo envelhecimento dos fiéis. A maior parte da membresia destas igrejas são de pessoas com idade acima dos 35 anos.

Nestas igrejas, os jovens têm tido dificuldades de aceitar a forma como os trabalhos são conduzidos, considerados em muitos casos presos demais a tradição, com pouca abertura para novos métodos evangelísticos.

Com isso, os próprios filhos dos membros destas igrejas buscam frequentar outras denominações, se dirigindo principalmente para as comunidades independentes, onde a grande maioria dos membros têm entre 18 e 45 anos.

O mesmo acontece com as igrejas reformadas, que estão vendo os membros envelhecer e os jovens se afastar dos templos. A maior parte dos fiéis destas igrejas têm idade entre 30 e 60 anos.

As igrejas neopentecostais vivem o mesmo fenômeno, com algumas mudanças a regra. Muitos membros destas igrejas saem para frequentar as pentecostais, mas a faixa etária do rol de membros se concentra com maior volume acima dos 35 anos.

Já as comunidades independentes, com trabalhos voltados para temas mais atuais, atraem um número maior de jovens. A mudança também ocorre em relação aos interesses, já que nestas igrejas o propósito é muito voltado para o desenvolvimento.

A atuação também se concentra em temas mais voltados para a sociedade, com novos métodos de evangelismo e pregações voltadas para edificação dos membros na fé, com temáticas motivacionais.

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