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Ciência & Saúde

China clona macacos para estudar distúrbios psicológicos em humanos

O laboratório responsável pelos clones é o mesmo que criou a famosa ovelha Dolly

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Cientista chinesa
Cientista chinesa (Foto: Jin Liwang/Xinhua)

Cientistas chineses anunciaram recentemente que criaram cinco clones a partir de um macaco geneticamente modificado. Os clones serão usados para estudar distúrbios do sono, o que segundo eles, poderia ajudar na pesquisa de problemas psicológicos humanos.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o “macaco geneticamente modificado” teve seus genes programados para nascer com distúrbio do sono, segundo a equipe do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências em Xangai.

O macaco de laboratório deu origem a outros com depressão, ansiedade ou comportamentos ligados à esquizofrenia. O anúncio foi feito em dois relatórios e constitui uma nova série de avanços biomédicos no país, alguns dos quais já provocaram intensos debates éticos.

O Instituto Xangai, responsável pela criação desses clones, já ocupou as manchetes da imprensa internacional quando clonou em janeiro de 2018 dois macacos com o método semelhante ao usado há 20 anos para criar a famosa ovelha “Dolly”.

Poo Muming, diretor do instituto de neurociência e coautor do estudo, disse à imprensa estatal que a equipe de pesquisadores poderia clonar mais macacos com diferentes patologias mentais na esperança de que futuros experimentos levem a novos medicamentos ou tratamentos.

Cris Beloni é jornalista, teóloga e pesquisadora apaixonada pela Bíblia. Desenvolveu um trabalho de Jornalismo Investigativo Bíblico e é autora do livro Derrubando Mitos.

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