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Internacional

Casal cristão é ameaçado na Índia após distribuir folhetos evangelísticos

Eles foram forçados a aplicar cinza sagrada na testa e foram proibidos de voltarem a compartilhar mensagens religiosas com os vizinhos

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Leo e Jenifa Johnson. (Foto: CSW)

Em 15 de setembro o casal Leo Johnson e Jenifa foram intimidados e ameaçados nos arredores da área residencial do Castelo de Bombaim, em Nilgiris, no estado de Tamil Nadu, na Índia, porque estavam distribuindo folhetos nas casas.

Eles já haviam passado por alguns imóveis da rua e, quando voltavam para casa, foram interrogados por um homem que acredita-se ser afiliado ao grupo nacionalista Hindu Munani, que resolveu assediar e ameaçar o casal.

Johnson disse à CSW: “Não conversamos com pessoas sobre Jesus. Tudo o que minha esposa e eu fizemos foi distribuir os folhetos para as casas. Ninguém foi forçado a pegar a literatura”, revelou o homem.

Ainda segundo ele, apesar de explicar o que estavam fazendo, os três homens os ameaçaram levantando os punhos e usando linguagem abusiva.

Eles alertaram o casal para nunca compartilhar panfletos na área e que, se fossem vistos novamente, seriam atacados violentamente.

O homem ainda os obrigou a passar cinzas sagradas na testa, material que eles recolheram de um templo hindu local.

“Jenifa ficou aterrorizada com o incidente e começou a chorar. Não sabia o que fazer e para evitar mais assédio, submeti-me às exigências deles. Isso não deveria ter acontecido conosco, já que a Índia deveria ser um país livre onde podemos praticar nossa fé”, declarou.

Apesar da humilhação pública, o casal promete não deixar de compartilhar a fé. O caso foi levado às autoridades e o casal pode dar queixa do ocorrido.

O diretor-executivo da CSW, Mervyn Thomas, pediu às autoridades locais que coloquem fim na impunidade para os crimes de perseguição religiosa praticado por extremistas.

“Estamos preocupados com este relatório das ameaças e intimidações às quais o Sr. e a Sra. Johnson foram submetidos, simplesmente por compartilhar sua fé. Isso nunca deve acontecer em um país como a Índia, onde a constituição permite que as pessoas pratiquem livremente sua fé”, disse.

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