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Sociedade

Brasileira é processada no Canadá por se negar a depilar transgênero

Esteticista foi chamada de “nazista” no processo promovido por uma ativista trans não operada

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Jessica Yaniv. (Foto: Reprodução / Youtube)

A brasileira Márcia da Silva precisou fechar sua clínica de depilação no Canadá após ser processada por um transgênero. A ativista trans Jessica Yaniv não é operada e desejava fazer uma depilação íntima, mas a esteticista brasileira se negou a fazer.

Yaniv, que recentemente foi acusada de exploração infantil, denunciou a brasileira ao Tribunal de Direitos Humanos da Colúmbia Britânica acusando-a de discriminação por identidade de gênero.

Um julgamento aconteceu na semana passada, segundo The Christian Post, e Márcia da Silva foi representada pela Justice Center for Constitutional Freedoms.

A brasileira não foi a única denunciada, Yaniv denunciou uma dúzia de profissionais que só fazem depilação íntima em mulheres na região de Vancouver, pedindo compensação monetária pelo “preconceito” contra ela ter uma genitália masculina.

Yaniv afirma que tal negação de serviço é uma violação da seção 8 do código de direitos humanos da Colúmbia Britânica. A lei diz que é ilegal para uma empresa negar serviços com base na identidade de gênero, orientação sexual ou outros qualificadores sociais.

Todavia, o serviço de depilação íntima com cera é oferecido para mulheres. A ativista trans procurou a brasileira após encontrar uma promoção de depilação pelo Facebook. Ela ligou e marcou o procedimento, mas por ela não ser operada, a brasileira cancelou o atendimento.

Márcia disse ao tribunal que ela “não tem problema com a comunidade LGBT”, mas não se sentiu confortável ou mesmo treinada para conduzir uma sessão de depilação com alguém com genitália masculina.

Com a repercussão negativa do caso, a brasileira resolveu fechar sua clínica de depilação, por temer represálias.

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