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Igreja

Brasil sempre será um celeiro missionário, afirma pastor

Wagner Medina, presidente da Associação Missionária e Evangelística Luz das Nações, fala sobre missões e pandemia em entrevista exclusiva.

Michael Caceres

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Wagner Medina (Reprodução / Instagram)

Presidente da Associação Missionária e Evangelística Luz das Nações, o pastor Wagner Medina coordena projetos missionários em dezenas de países do mundo, além de promover anualmente o Congresso da AME Luz das Nações, que acontece em Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul.

Com projetos em países como Haiti, África, Índia, Níger, Chile, Argentina, entre outros, o pastor vê a fome como o maior dos desafios da missão em meio à pandemia de covid-19. Ele aponta Haiti, Paquistão, Moçambique, Gambia, Senegal e até o Brasil como os mais afetados pela crise.

Wagner Medina diz que as pragas serão enviadas não porque Deus seja vingativo, mas “porque a humanidade se desviou do caminho certo”.

O pastor defende que a igreja precisará agir com coragem, pois haverá muitas pessoas em necessidade, precisando de ajuda.

Casado com a doutora Nádia Neves Medina, pai de Lucas Medina, o pastor falou sobre missão, igreja e pandemia em entrevista exclusiva ao Gospel Prime.

Leia a íntegra da entrevista:

Gospel Prime – Quais têm sido os maiores desafios da missão em meio à pandemia?

Pastor Wagner Medina – Antes mesmo do início da pandemia do coronavírus, os prognósticos para o mundo em relação à fome não eram dos melhores. Com a necessidade de afastamento social e, em muitos países, de fechamento total das atividades, a fome assombra de forma mais intensa a população mundial.

Como o senhor tem administrado essas dificuldades?

Sempre na dependência de Deus, nos países mesmo em condições precárias de higiene e saúde, tentamos dialogar com os missionários e instruí-los na medida do possível.

Com certeza temos orado e clamado a Deus pelos países da África, Haiti, Paquistão, Brasil e também pelos demais continentes afetados. Continuem orando por nós, também, nesse momento de turbulência e quarentena.

O que os missionários têm dito sobre a situação em outros países?

Nossos missionários tentam adaptar suas atividades de rotinas diárias para levar o cuidado à população local em meio à tantas notícias negativas. Eles seguem fazendo a missão de levar a alegria e o amor de Jesus para transformar o medo em esperança e encarar tudo isso como uma oportunidade de vidas salvas para Cristo.

Quais países os desafios estão sendo mais evidentes?

Nesse momento todas as nações passam por dificuldades de acordo com a sua cultura e precariedade. Temos uma extrema dificuldade principalmente no Haiti, Paquistão, Moçambique, Gambia, Senegal e aqui no Brasil com os ribeirinhos da Amazônia.

Essa pandemia é um dos sinais do fim dos tempos?

Essas pragas serão enviadas não porque Deus seja vingativo, mas porque a humanidade se desviou do caminho certo. Num momento de instabilidade, é preciso prosseguir confiando no Deus inabalável, sem pânico, pois a promessa Dele é que não seremos atingidos pela peste perniciosa que se move sorrateira nas trevas, nem pela  praga que devasta ao meio-dia (Salmo 91.6).

De que forma a Igreja pode atuar em meio a essa crise?

Precisaremos ser corajosos, haverá muita gente para ser amada e servida nos próximos dias. Gente que precisará ser orientada, assistida, transportada, consoladas; e tudo isso precisará ser realizado em um ambiente de risco.

Fomos unidos pelo sangue de Cristo, e isso faz com que a comunhão nos seja uma experiência necessária. Precisaremos descobrir maneiras de cultivar a comunhão apesar das restrições que nos forem impostas.

A Igreja pode aproveitar esse período para fortalecer as ações missionárias? De que forma?

Sim devemos aproveitar esse período!

Desta forma, precisaremos ser disciplinados. Num tempo em que não conseguiremos nos reunir com tanta frequência, o culto individual e o culto doméstico precisarão fazer parte de nossa rotina com maior intensidade.

Precisaremos ser mais rigorosos na realização do nosso devocional pessoal e os homens precisarão ser mais ativos na condução de sua família na adoração ao Senhor. Essas coisas se tornarão ainda mais essenciais para que a chama da fé se mantenha viva em nosso coração.

Como os missionários e líderes devem se preparar para o pós-pandemia?

Nossos ancestrais na fé enfrentaram cativeiros, exílios, perseguições, doenças e pestes. Alguns de nós enfrentamos a dificuldade da hiperinflação anos passados.

Diante de tudo isso, podemos testemunhar que muita coisa deu errado e muito aperto foi necessário, em muitas coisas tivemos que nos reinventar,  mas em todas as situações sempre podemos ver a graça de Deus dispensada a todos nós.

O que poderá mudar nas ações missionárias depois da crise?

Creio sempre que Deus esta no controle de tudo, apesar de todas as dificuldades o povo cristão sempre foi e será solidário, portanto continuaremos lutando e trabalhando para um mundo melhor.  (Mateus 6:25-34)

Qual conselho o senhor daria aos missionários e líderes que investem em missões?

Vamos continuar cumprindo o mandamento de Cristo!!

“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28.18-20)

O Brasil continuará enviando missionários?

A obra missionária é uma parceria fiel de todo o Corpo de Cristo, não apenas de uma só pessoa. É impossível fazer a obra de Deus sozinho, pois precisamos uns dos outros.

O corpo precisa trabalhar junto, Brasil sempre será um celeiro exportador de missionários para mundo inteiro.

Deixe-nos uma mensagem de esperança:

A ordem é de ir e pregar o Evangelho a toda criatura. A obra missionária alcança a ricos e a pobres, a felizes e infelizes. Todos devem estar ao alcance da obra missionária. Existem lugares que nós só vemos pela televisão, e julgamos que não haverá possibilidade de chegar lá. Mas o Evangelho é como água que penetra em todos os lugares.

O alcance é global, em cada canto da terra temos um pregador, mas Jesus disse que grande é a Seara, mas poucos são os trabalhadores. O alcance do Evangelho se limita quando eu me limito. A Palavra de Deus chega onde eu estou disposto a levar!

Deus abençoe a todos nós!!

Serviço:
AME Luz das Nações:
Site: www.ameluzdasnacoes.com.br
Facebook: facebook.com/ameluzdasnacoes/
Telefones: (51) 3453.5231 / 99505-2644

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