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Opinião

Brasil não tem um Estado grande porque é pobre. É pobre porque tem um Estado grande

Quanto mais ajuda você pede ao Governo, mais impostos você terá que pagar.

Maycson Rodrigues

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Congresso Nacional (Foto: Congresso Nacional / Divulgação)

Acabo de ler uma notícia que me instigou demais nesta manhã. Senadores gastaram R$ 950 em uma única refeição cada. Você tem noção que o dinheiro destas refeições saiu do seu bolso?

Desde a redemocratização em 1985 e com o advento da promulgação da Constituição de 1988, o Brasil passou a ser governado por políticos e partidos amantes de uma bem-intencionada social-democracia, onde o Estado assume a prerrogativa de eliminar as desigualdades sociais por meio da redistribuição de renda. Ou seja, o Estado tiraria do mais rico e dá ao mais pobre, equilibrando a qualidade de vida na sociedade e erradicando a miséria e a fome.

Na teoria, este é o sonho de todo ser humano. Viver num mundo sem pobreza, desemprego, violência e morte. Numa sociedade igualitária, que pratica a generosidade e estabelece um contexto fraternal digno de uma reprodução cinematográfica dos stúdios da Universal.

O problema é que, na prática, o sonho do Estado Redentor cai por água abaixo, pois no meio do processo entram os interesses próprios, que é o poste-ídolo de muitos dos nossos políticos.

Somos culturalmente uma nação marcada por sempre querer levar vantagem sobre os outros. Você está na sala de aula e vai enrolando durante o prazo de entrega do trabalho em grupo e praticamente exige sob forte ameaça de agressão física o seu nome no trabalho, mesmo não tendo movido uma palha para que ele fosse concluído.

Somos conhecidos por deixar tudo para última hora, mentir aos pais desde a infância e nos orgulharmos disso e ainda votamos segundo a nossa conveniência pessoal. “Se o Zequinha do Bairro asfaltar minha rua, me entregar uma cesta básica e promover um churrasco com pula-pula pra criançada, tem o meu voto!”

Então, um povo assim geralmente vai colocar no Congresso e no Palácio do Planalto alguém que os represente fielmente, inclusive neste desejo insano de sempre ser favorecido mesmo que custe caro a alguém que não merecia pagar por isso.

Assim foi nos últimos 30 anos.

O Brasil social-democrata só distribuiu a miséria e se endividou no mercado financeiro externo. A economia está como está porque alguns decidiram aprovar leis como a que pega o dinheiro do contribuinte (a grande maioria pobres) para entregá-lo nas mãos de partidos políticos que vão “investir em suas campanhas eleitorais” – e estamos falando de BILHÕES DE REAIS. O fundo partidário de campanha é só um exemplo desta cadeia alimentar perversa que consome a nossa liberdade, recursos, bens e esperança.

Elegemos um presidente que tem mudado suas convicções ao longo dos anos e se aliou politicamente a um economista de pensamento liberal no estilo mais clássico possível. O experimento social que dependeu do Estado para livrar os pobres da mortandade em massa falhou e agora a gente precisa rever este conceito.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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