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Israel

“Bolsonaro vai mudar a embaixada do Brasil para Jerusalém”, garante Netanyahu

Premiê comemora: “Bolsonaro disse que somos irmãos de coração”

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Após o encontro neste domingo com a comunidade judaica, em um hotel de Copacabana, Rio de Janeiro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que a mudança da embaixada brasileira para Jerusalém será realizada por Jair Bolsonaro.

“Bolsonaro me disse que não é uma questão de se, mas de quando”, destacou Netanyahu. Em seguida, acrescentou: “Bolsonaro disse que somos irmãos. Não que somos aliados, nem que temos interesses comuns, mas que somos irmãos de coração.

O premiê israelense minimizou as possíveis ameaças de terrorismo devido à medida, lembrando que não houve atentados especificamente relacionados com a decisão desde que os Estados Unidos inaugurou sua nova embaixada na cidade, em maio.

O Brasil seguirá os EUA e também a Guatemala, que já fizeram a mudança. Neste mês, a Austrália reconheceu a cidade como capital de Israel, mas não irá transferir sua embaixada. O Paraguai chegou a anunciar que também mudaria, mas acabou recuando. Outras nações, como Honduras e República Checa, anunciaram que pretendem fazer a mudança.

A postura do Brasil sobre isso era clara desde a campanha eleitoral deste ano. Em novembro, o deputado Eduardo Bolsonaro, durante sua visita aos EUA, abordou o assunto e disse que não era “uma questão de se, mas de quando”.

Como tem feito habitualmente, o presidente eleito, abordou em sua conta de Twitter o tema. “Conversei com o embaixador de Israel sobre isso. Conversei com o Ernesto Araújo [futuro ministro das Relações Internacionais]. Alguns países estão realmente ameaçando boicote à nossa economia caso isso [mudança da embaixada] se concretize. E nós estamos conversando sobre a melhor maneira de decidir essa questão”, disse Bolsonaro no vídeo publicado no sábado.

Relações bilaterais

Nos últimos dias, o gabinete de Bolsonaro confirmou que o próximo presidente do Brasil visitará Israel em março.  Os dois governos irá criar delegações em áreas específicas para estudar parceira futuras.

Falando com os jornalistas neste domingo (30), Netanyahu asseverou que o Brasil tornou-se o principal interesse da política comercial israelense: “É um dos dois grandes países do mundo com os quais não temos acordos comerciais”.

O premiê, que concorre às reeleição em seu país, apontou diversas áreas em que Israel tem produtos e serviços a oferecer, incluindo : tecnologia da informação, agricultura e segurança.

A tecnologia hídrica israelense, de dessanilização da água e extração de água a partir do ar seriam fundamentais para que o Brasil mudasse a situação no Nordeste, região que tem clima semelhante ao de Israel.



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