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Bolsonaro pode trocar embaixada por “escritório de negócios” em Jerusalém

Presidente minimiza: “Trump levou nove meses para decidir e dar a palavra”

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Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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O presidente Jair Bolsonaro fará visita oficial a Israel entre 31 de março e 4 de abril. Embora busque uma aproximação com o Estado judeu não deverá anunciar a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, como era esperado.

Promessa de campanha, que foi reforçada durante a visita do premiê Benjamin Netanyahu na semana em que tomou posse, não deve se concretizar por ora. O “Plano B” deve ser o anúncio da abertura de um escritório de representação comercial na capital israelense.

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Durante evento em comemoração da Justiça Militar, em Brasília, na manhã desta quinta (28), Bolsonaro afirmou: “Nós talvez abramos agora um escritório de negócios em Jerusalém. Por sinal, a questão de Israel, quem define as questões de Estado é o Estado de Israel e ponto final. Trump levou nove meses para decidir e dar a palavra final para que a embaixada fosse transferida”.

O quadro pode mudar depois das eleições em Israel, em 9 de abril. Netanyahu é favorito à reeleição e qualquer anúncio agora poderia gerar impacto na campanha por lá.

Relações melhoraram com novo governo

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Nas últimas décadas, o Brasil manteve a defensa da solução de dois Estados na região, seguindo os preceitos da ONU. Mas na prática mantinha posição contrária a Israel, votando contra a nação em fóruns da ONU. Durante os governos do PT, o Brasil reconheceu a Palestina como um Estado independente e permitiu eles construíssem uma embaixada em Brasília.

Desde o início do ano, porém, o governo passou a ser declaradamente pró-Israel. Isso ficou evidenciado na mudança dos votos na ONU e nos discursos do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Hoje pela manhã, Bolsonaro reiterou essa posição.

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“Nós já começamos a votar de acordo com a verdade na ONU. Israel, Estados Unidos, Brasil e mais alguns outros países já começaram a votar diferentemente da forma tradicional, que era o lado da Palestina, por exemplo, e defendendo coisas voltadas a Cuba. Nós voltamos a uma realidade. Nós temos direitos humanos de verdade”.




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