Siga-nos!

Política

Bolsonaro não fez pronunciamento consagrando o Brasil à Virgem Maria

Decisão incomodou entidades católicas

em

Jair Bolsonaro e a Virgem Maria. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro consagraria o Brasil a “Jesus Cristo por meio do Imaculado Coração de Maria”, animou os católicos que viam no ato uma consequente bênção sobre a nação.

Na cerimônia oficial, no palácio do Planalto, na última terça (21), o evento de consagração promovido pela Frente Parlamentar Católica, foi dirigido pelo bispo Dom Fernando Arêas Rifan.

Falando aos presentes, o padre Oscar Peroni, lembrou de outros países que foram consagrados ao Sagrado Coração de Maria e que teriam recebidos milagres em sua economia. O religioso destacou o caso de Portugal, que, segundo ele, ajudou aquela nação a vencer o “comunismo”.

Presente na cerimônia, Bolsonaro – que embora frequente igrejas evangélicas, continua se declarando católico – não fez o pronunciamento esperado. De fato, foi o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto, que assinou, ao lado de bispos convidados, o documento que formaliza essa “consagração” do país.

Apesar de muitos evangélicos terem criticado o presidente, enquanto católicos comemoravam, a validade da cerimônia passou a ser contestada por não seguir o rito esperado. Ela deveria ser feita pelo arcebispo primaz do Brasil, com decisão do concilio plenário e autorização papal, o que não ocorreu.

Conforme explicou o Centro Dom Bosco, uma das entidades católicas mais ativista do país, “o presidente não proclamou a fórmula da consagração, nem assinou o documento de consagração. Após o evento, Dom Rifan resolveu fazer uma consagração particular para tentar minorar a frustração geral pelo ocorrido”.

Publicidade