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Política

Bolsonaro diz que terá de suspender benefícios se Congresso não aprovar crédito ao governo

“Tem que aprovar [o crédito extra]. Não por mim, pelos que necessitam”, afirmou.

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Jair Bolsonaro. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em um alerta ao Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que terá de suspender, a partir do dia 25 de junho, o pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência, caso os parlamentares não aprovem o projeto que libera crédito extra de R$ 248,9 bilhões ao governo.

O anúncio dado em uma rede social, é mais uma evidência de que o governo vem sofrendo um boicote do Congresso,  que tenta prejudicar o andamento dos projetos enviados para votação. Bolsonaro acrescentou ainda que se o projeto não for aprovado, outros programas podem ficar sem recursos nos próximos meses, entre eles o Bolsa Família, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Plano Safra.

Jair Bolsonaro disse acreditar que o Congresso aprovará o projeto, já que uma sessão conjunta, com deputados e senadores foi convocada para a próxima terça-feira (11). Serão analisados cinco vetos presidenciais antes da votação da proposta que libera crédito

“Acredito na costumeira responsabilidade e patriotismo dos deputados e senadores na aprovação urgente da matéria”, afirmou Bolsonaro.

Esse projeto é prioritário para o governo federal, pois livra o Executivo de descumprir a chamada “regra de ouro”, mecanismo que impede o governo de contrair dívidas para pagar despesas correntes, como salários e benefícios sociais.

Em frente ao Palácio da Alvorada, ao ser questionado sobre a proposta, Bolsonaro disse a jornalistas: “Tem que aprovar [o crédito extra]. Não por mim, pelos que necessitam”.

A propostas passa primeiro pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), somente depois poderá ser analisada pelo plenário do Congresso. Por falta de acordo, o projeto não pode ser votado na semana passada pelos integrantes do colegiado.

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